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Mostrando postagens de dezembro, 2025

O Império

O Império    -    As teias que o Império teceu 146 Com terrenos para fazerem a lavra e para construírem o ninho, não lhes faltava que fazer. O Asdrubal passava os dias a desmatar o terreno, para depois o preparar para as sementeiras, que dão muito trabalho e que são precisos alguns meses, para se conseguir retirar da terra o sustento, caso tudo corra bem, caso contrário, tudo pode ter sido em vão É por isso, que a maioria prefere ter um emprego, saber quanto vai receber ao fim do mês, muito ou pouco é certo. Trabalhar na agricultura, a não ser que tenha alguma dimensão, é viver na incerteza de um clima, cada vez, mais incerto, com a certeza de que o trabalho será, sempre, certo Ao Asdrubal não lhe restava escolha, tinha de tentar arrancar da terra o seu sustento. Felizmente, não estava só, tinha na Cooperativa, como que um seguro de vida, sabendo que lhe compravam toda a produção, e que em anos de calamidade seria ajudado, para que nos de boas colheitas, equilibrasse as contas Uma Coop...

O Império

O Império    -     As teias que o Império teceu 145 A Cooperativa tornou-se num local, que não era só um centro de negócios, mas também de amizades, troca de ideias e de confraternização, onde todos tinham lugar e podiam manifestar a suas ideias Nela, todos tinham lugar, e muitos gostavam de colaborar em todas as suas atividades, entre   elas, as discussões sobre a governação da Colónia e o seu futuro O Rei de Portugal, quando leu a carta do Governador de Angola, onde lhe transmitia o pedido do Rei do Congo, para integrar o Reino de Portugal, ao contrário do que alguns pensavam, não ficou nada entusiasmado, desconfiando que fosse uma maneira de se apoderar de toda a Colónia Reuniu-se com os seus conselheiros, pedindo que o ajudassem a tomar uma decisão sobre um pedido de união, que ele julgava ser muito perigoso Os conselheiros disseram-lhe que era difícil saber quais eram as intenções do Rei do Congo. Era bom que fossem boas, porque ter a Colónia em paz e unida, permitiria que se avan...

Inverno!

Inverno! Chegaste carregado de frio para todos Mas prendas só para alguns É a triste distribuição em todos os tempos Em que uns têm tudo, outros pouco ou nada Uns com desmedida abundância, outros com o luar da rua Que nestes dias de rigor, o frio lhe congela a dor Nesta quadra de muito amor, é mais dura a solidão, que o duro chão  Com a casa cheia, o calor do lar tem mais cor, alegria e brilho É pena que seja só a chegada do inverno a trazer esta confraternização Que bom seria se ela durasse todo o ano Mas, seria pedir muito do imperfeito ser humano Que é capaz do melhor e do pior Esquecendo-se que não foi para isso que lhe deram a razão A todos devemos apertar a mão Porque todos somos irmãos Mesmo que alguns pensem que não Por que querem aproveitar a ocasião Para fomentarem a divisão Impedindo que vivamos em comunhão Aproveitemos esta oportunidade, para abraçar todos, sem exceção.   Feliz Natal!   José Silva Costa      

O Império

O Império    -      As teias que o Império teceu- 144 O Miguel, governador de Angola, enviou uma carta, ao Rei de Portugal, informando-o de que o Rei do Congo, com quem antes tinha selado a paz, com um aperto de mão, queria a integração do seu Reino no Reino de Portugal, com o pretexto de que era o Reino mais poderoso do mundo e que Angola seria a sua maior Colónia O Asdrubal voltou para casa, quando se despediu da Francisca, garantiu-lhe que em breve voltaria, mas para ficar, de vez, junto dela. Nos olhos podia ver-se um mar de alegria, que tanto encantou o namorado, na hora da despedida As mães, que conhecem os filhos, melhor que ninguém, sabem ler nos olhos ou na voz, se estão felizes, preocupados, angustiados……., dificilmente eles as conseguem enganar Quando o Asdrubal beijou a mãe, ela sentiu que já tinha sido substituída por outra mulher, não ficou triste, pelo contrário, ficou orgulhosa por o filho estar a construir o seu ninho, já tinha acontecido com ela, com a mãe dela, era o...

Inexistente!

Inexistente!   Um país inexistente Uma greve inexistente Uma casa que, de tão velha, se tornou inexistente Imposto inexistente Quem é que acredita nesta gente? A ética inexistente A miséria existente O exemplo inexistente  Faz com que duvidemos de toda a gente Alguns dizem que os políticos roubam, há 50 anos, o Estado Este é o nosso fado Pela extrema-direita tudo isto é aproveitado Se um dia chegar ao Governo, nada disto é noticiado Passamos a viver num paraíso asseado Pobre povo, que merecias ser melhor governado Mas, na inexistência de melhor Estás condenado a viver na pobreza Enquanto os inexistentes se vão governando Nós vamos votando À procura de encontrar quem nos queira governar É como procurar uma agulha num palheiro A próxima é já em janeiro.   José Silva Costa          

O Império

O Império    -    As teias que o Império teceu 143 O Asdrubal dirigiu-se imediatamente  para o palácio do Governador, não queria chegar atrasado, para mais um jantar no palácio do Governador Durante todo o caminho foi saboreando os beijos e o perfume da Francisca, estava de tal  maneira inebriado, que todos o notaram no brilho e alegria dos seus olhos No fim do jantar, o Governador convidou-os a ficarem mais um dia em Luanda, para a conhecerem melhor e poderem apreciar a sua linda baía Aceitaram o convite, o Rei agradeceu ao Governador e a todos os Luandenses a hospitalidade com que tinham sido recebidos, por todos No dia seguinte, o Asdrubal, voltou a pedir ao Rei, que o dispensasse de o acompanhar, porque queria voltar a encontrar-se com a Francisca O Rei disse-lhe que sim, que sabia muito bem o que era estar apaixonado, e aproveitou para lhe perguntar como fariam dali em diante. O Asbrubal respondeu-lhe que era isso que iam tentar combinar Foi uma noite mal dormida, passou-a a arran...

Feliz Natal

Feliz Natal   Nestes tempos de palavras cor-de-rosa, custa, ainda, mais ver como os velhos ficaram desprotegidos com as novas leis neoliberais da habitação Todos sabemos, como a habitação é um porto seguro, para todos, mas muito especial, para os velhos, que nos últimos dias de vida, esperam ter um abrigo, onde possam esperar pela morte Com a crise da habitação são os jovens e os velhos os mais prejudicados, uns porque na idade de constituírem família, sem conseguirem uma habitação seja comprada ou arrendada, nem da casa dos país conseguem sair, os outros, no fim das suas vidas, são despejados, sem dó nem piedade Com a filosofia dos liberais, que acham que somos todos iguais, que não devem haver exceções, que o mercado é que manda, que dizem que todos podemos escolher os melhores hospitais, colégios, mesmo que vivamos onde não há escolha, para eles o que conta é a competição, quem não tiver pernas, para acompanhar os melhores, pode ficar na berma ou ir para a sarjeta É isso que estão a...

O Império

O Império    -    As teias que o Império teceu 142 Terminada a visita, deram os parabéns ao Zico pela grandiosa obra, que os cooperantes tinham construído, para bem de todos O Zico, pela sua parte agradeceu a visita, dizendo-lhes que voltassem sempre que quisessem, ficou à fala com o Asdrubal, mas por pouco tempo, porque sabia que com quem ele queria falar era a Francisca Assim, acompanhou-o ao seu departamento e ausentou-se, para que eles pudessem falar à vontade. O Asdrubal começou por lhe dizer que ela era muito bonita, e desde que a vira nunca mais deixou de pensar nela. Também não se fez rogada, dizendo-lhe que lhe acontecera o mesmo, receando que nunca mais o visse Disse-lhe que estava muito feliz por voltar a vê-la, e que, também, ele teve esse receio. Mas, felizmente, que a paz entre os dois reinos tinha feito com que se pudessem visitar, o que para todos tinha sido muito bom,m para eles tinha sido excelente, por já não puderem passar um sem o outro Ficaram à conversa, falaram ...