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Mostrando postagens de setembro, 2015

" Perda de Tempo"

Perda de tempo Na edição de 30/09/2015, o Sr. André Macedo, no seu habitual editorial, no Diário de Notícias, defendeu a pequeníssima aldrabice, da maquilhagem de contas de uma empresa, para ajudar o défice, dizendo que era uma perda de tempo falar disso! Muito tempo se tem perdido, nos últimos dias a denunciar a aldrabice da poluição automóvel! Pensava que uma das principais funções dos jornais era investigar e denunciar as aldrabices, fossem pequenas, médias, grandes ou muito grandes, afinal, não! Falar de algumas é uma grande perda de tempo. Assim, não admira que muitos justifiquem o voto em corruptos e condenados, porque, segundo eles: “ roubam mas fazem” Outra das funções dos jornais é tentar criar uma opinião pública robusta contra todas as aldrabices, venham elas de onde vierem, o que não me parece que seja uma perda de tempo. Perda de tempo será comprar e ler jornais, que defendem aldrabices, sejam ou não benéficas para défices, Partidos, políticos, sábios, seja lá quem for.

As estradas transformaram-se em granadas

A autoestrada para o Algarve   Aos três brasileiros, dois guineenses e um ucraniano, que faleceram na construção de um viaduto, no concelho de Almodôvar   Já Dezembro era entrado Mais um ano quase acabado Vindos de tão longe, desafiar o fado Na auto-estrada, seu fim foi chegado.   Madrugada negra, no viaduto começado Quatro da manhã, ferro e cimento No escuro, surgiu o desabamento Seis vidas ceifadas, num momento.   Trabalhar, de noite ou de dia Ao vento ou à chuva fria À procura de uma melhoria Numa vida cheia de monotonia.   Viestes do Brasil, da Ucrânia e da Guiné Com muitos projectos e muita fé Procurar, em Portugal, melhor sorte Mas aqui, encontrastes a morte.   A trinta e cinco metros de altura Numa vida, muito, muito dura Encontraram a sua sepultura Numa noite muito fria e escura.   A construção da auto-estrada tem de seguir em frente Ainda que esta venha a ser o cemitério de muita gente Que aguarda a sua conclusão impacientemente Porque anseia chegar, depressa, ao Algarve, quen...

As estradas transformara-se em granadas

A autoestrada para o Algarve   Aos três brasileiros, dois guineenses e um ucraniano, que faleceram na construção de um viaduto, no concelho de Almodôvar   Já Dezembro era entrado Mais um ano quase acabado Vindos de tão longe, desafiar o fado Na auto-estrada, seu fim foi chegado.   Madrugada negra, no viaduto começado Quatro da manhã, ferro e cimento No escuro, surgiu o desabamento Seis vidas ceifadas, num momento.   Trabalhar, de noite ou de dia Ao vento ou à chuva fria À procura de uma melhoria Numa vida cheia de monotonia.   Viestes do Brasil, da Ucrânia e da Guiné Com muitos projectos e muita fé Procurar, em Portugal, melhor sorte Mas aqui, encontrastes a morte.   A trinta e cinco metros de altura Numa vida, muito, muito dura Encontraram a sua sepultura Numa noite muito fria e escura.   A construção da auto-estrada tem de seguir em frente Ainda que esta venha a ser o cemitério de muita gente Que aguarda a sua conclusão impacientemente Porque anseia chegar, depressa, ao Algarve, quen...

Faz de conta

Faz de conta que não foi o Passos que escreveu a Sócrates, oferecendo-se para meter uma cunha ao FMI Ora, o PS foi obrigado, contra vontade, a chamar a troica, mas o PSD é que desejou , que ela viesse, para justificar o ajuste com o 25 de Abril, como disse Catroga. Faz de conta que não foi Passos que disse que não ia salvar empresas mal geridas, diga-se Grupo BES, que já nos custou 19 milhões de euros, através do Banco de Portugal. Escondendo-se atrás do Banco de Portugal, porque há políticos que nunca assumem as suas responsabilidades. Faz de conta que o ano letivo começou na data prevista, que os professores não abandonaram os alunos, para participarem na campanha eleitoral, provando que podemos planear a nossa vida, porque este país continua a ser o país da brincadeira. Faz de conta que as pessoas que tiveram de tomar conta das crianças, durante o tempo que estariam nas aulas, não faltaram ao trabalho, fazendo com que nos mantenham nos mais produtivos!   Num país normal, a colocação...

Faz de conta

O país da brincadeira, do faz de conta e do futebol Faz de conta que não foi o Passos que escreveu a Sócrates, oferecendo-se para meter uma cunha ao FMI Ora, o PS foi obrigado, contra vontade, a chamar a troica, mas o PSD é que desejou , que ela viesse, para justificar o ajuste com o 25 de Abril, como disse Catroga. Faz de conta que não foi Passos que disse que não ia salvar empresas mal geridas, diga-se Grupo BES, que já nos custou 19 milhões de euros, através do Banco de Portugal. Escondendo-se atrás do Banco de Portugal, porque há políticos que nunca assumem as suas responsabilidades. Faz de conta que o ano letivo começou na data prevista, que os professores não abandonaram os alunos, para participarem na campanha eleitoral, provando que podemos planear a nossa vida, porque este país continua a ser o país da brincadeira. Faz de conta que as pessoas que tiveram de tomar conta das crianças, durante o tempo que estariam nas aulas, não faltaram ao trabalho, fazendo com que nos mantenham...

Sementes de violência

Bush e companhia Com os seus apaniguados Lançaram o terror na Hungria Não porque para lá tivessem Enviado soldados, algum dia! Apenas, porque se moveram por vingança. Mais de um década depois Quem esperava que em 2015 Nos víssemos, de novo, confrontados Com mais um holocausto: uma peste húngara, um naufrágio mediterrânico! As sementes de ódio e vingança Lançadas à terra, no Iraque, no Afeganistão, Na Síria, na Líbia Levaram anos a germinar. Mas, hoje, todos estamos a colher esses dramáticos frutos. Os muros estão a aumentar As fronteiras da Europa vão fechar Porque a Europa é uma jangada à deriva Sem políticos com visão Para quem a única solução É erguer muros e fechar-se na mansão.     José Silva Costa    

Budapeste cedeu

Tanta guerra, tanta intolerância Tanta fome, tanto desespero Tanta esperança, tanto medo Tanta água para um cemitério!   Tanta criança inocente Ao colo de quem ambicionava ser Gente Tanta aposta num dia diferente Tanta coragem para seguir em frente!   Morrer, por morrer, vale mais correr Do que ouvir os filhos de fome gemer Porque parte o coração, só de ver A tantos sacrifícios, os submeter!   Quem é que consegue entender? O que no Mundo está a acontecer Quem souber, que o diga Porque custa muito, ver Tanta gente a morrer!     José Silva Costa      

Crianças, Mulheres e Homens

Palhaços/Políticos   Toda a gente a bater palmas à Merkel, mas é ela que pede (ordena) para não deixarem passar os migrantes! Viktor Orban (um ditador) não quer que critiquem a Hungria! Mas encurralar, jogar às escondidas, enganar pessoas desesperadas, mal trata-las é desumano e muito criticável E o Schulz muito preocupado com a união, mas nada preocupado com as pessoas ! O que podemos esperar destes dirigentes Europeus, um deles (Schulz) eleito para o Parlamento Europeu? Nada. Nunca a Europa esteve tão mal governada