Lisboa

Lisboa, não te chegues perto do cais


O rio não tem mais sorrisos nem ais


E tu sabes que ficas e vais.


Vais para onde os turistas te levarem


Por terra, ar ou mar


Com o teu espreguiçar e amanhecer


Com as tuas flores, odores e tudo mais.


No futuro vão ser sempre mais


As flores a querem subir aos cais


De onde os séculos partiram


Para não voltarem mais


Perderam para sempre os teus cais


Aventuraram-se demais


Empurrados pelo brilho dos teus sais


Na esperança de voltarem


A receber mais flores


Sempre com mais cores.


 

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