O Império
O império – As teias que o Império teceu
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Aquela boa vida, de Luanda, tinha acabado. Os bons negócios da escravatura, para as mãos dos holandeses, tinham passado
Lamentavam a falta de uma boa armada, para defender a cidade, sem saberem se, e quando a conseguiriam recuperar
Não escondendo o medo dos holandeses avançaram para o interior e conquistarem o Forte, que os abrigava
O governador não se cansava de lhes pedir para estarem atentos, não descurarem o trabalho das sentinelas, nem de noite, nem de dia, para não serem apanhados de surpresa, como tinha acontecido em Luanda
O Januário e o Ezequiel faziam parte do grupo dos conselheiros do Governador, a quem foi atribuída a organização da defesa do forte, bem como a verificação do seu cumprimento
Todos os homens, incluindo o governador, tinham de contribuir, para a segurança do Forte.
Às mulheres tinha-lhes sido pedido que se encarregassem do resto: alimentação, limpeza, tratar das crianças, produção de alimentos ……..
Lideradas pela Rosinha e a Miquelina, tinham tudo muito bem organizado
Começaram por escolher os terrenos, para as lavras, angariar todas as sementes, que conseguissem encontrar, e semeá-las o mais depressa possível
Enquanto não conseguiram o aumento da produção, que não se consegue de um dia para o outro, contaram com a produção das lavras já existentes, ao redor do Forte, mas que não chegavam, para alimentar tanta gente
Recorreram aos frutos silvestres, apanhando tudo o que estivesse maduro e se pudesse comer, à caça de animais selvagens, com armadilhas, montadas pelos mais velhos, que já não podiam participar na defesa do Forte
As mulheres participavam na caça de ratos, procurar formigas, insetos e tudo o que fosse comestível
Foram anos muito difíceis para todos os que tiveram de fugir de Luanda, e se refugiaram no Forte, com a intenção de um dia conseguirem repelir os holandeses, o que não conseguiram, porque para expulsar, os holandeses de Luanda, foi precisa uma forte armada
Os anos iam passando, os irmãos e as suas esposas desesperavam, não se resignavam com o que lhes tinha acontecido, apesar de serem reconhecidos, tanto pela população, como pelo Governador, como pessoas muito solidárias e competentes
Várias vezes o Governador os elogiou, a elas pela forma como organizaram as tarefas das mulheres, contribuindo para que nunca faltasse comida, e a eles por terem contribuído para que ao longo daqueles anos, o Forte nunca tivesse sido atacado
Mas, isso não os sossegava, queriam cumprir os seus sonhos, aquilo a que se tinham comprometido, principalmente o Januário, que queria ir ao Brasil, procurar os irmãos e o pai da Rosinha.
Continua
ui! não está fácil!
ResponderExcluira aventura adensasse!
um episódio por semana deixa muita expectativa no ar.
parabéns! dava um livro! beijinhos e feliz dia
Muito obrigado!
ExcluirNão foram anos nada fáceis, com guerrilhas contra os holandeses e os naturais de Angola.
Bom feriado, Ana!
Beijinhos
Simplesmente fabuloso.
ResponderExcluirFaça um esforcinho e abrevie a continuação.
Beijinho grande, José.
Bom feriado.
Gostava de atender o seu pedido. Mas, estas teias não estão escritas, vou as escrevendo, sem saber o que vai acontecer, com menos horas de sol, pode ser que consiga publicar 2 capítulos, por semana.
ExcluirMuito obrigado pelo seu interesse.
Bom feriado e beijinhos, Romi.
Januário tinha um sonho daqueles que, com muito esforço, se podem cumprir...
ResponderExcluirGostei muito de ler mais este pedacinho das teias que o Império teceu, Cheia.
Obrigada e um abraço
O Januário não vai desistir de cumprir o seu sonho.
ExcluirFico contente por gostar de ler estas teias.
Bom resto de dia da República, Maria!
Um abraço.
Bom resto de dia da República também para si, Cheia!
ExcluirOutro abraço
Muito obrigado.
ExcluirUm abraço.
Anos difíceis, que obrigam a adiar os sonhos, também são uma oportunidade para repensar a forma como se vão alcançar
ResponderExcluirBom dia feriado
Sem dúvida! O Januário não vai desistir do seu sonho.
ExcluirTambém lhe desejo um bom feriado.
Que cumpram e alcancem os seus Sonhos, é o que lhes desejamos. Com saúde, que a paz, por ali, também tardava.
ResponderExcluirEles bem lutavam por dias melhores. Mas os holandeses e os jagas não lhes davam descanso.
ExcluirBoa noite com saúde e alegria.
Muita coisa se passou por aqui na minha ausência. Espero que consigam espantar os holandeses.
ResponderExcluirComo sempre as mulheres têm um papel imortante no desenrolar dos acontecimentos
Beijinhos José
Os brasileiros não vão permitir que os holandeses lhes estraguem o negócio dos seus engenhos. Em breve vão expulsá-los de Luanda.
ExcluirAs mulheres são, sempre, muito importantes.
Boa noite, Manu!
Beijinhos
Clareza de momentos José
ResponderExcluirque quando mal damos conta
tudo de pernas pró ar, e resistir é o lema
Bom fim de Semana pra vocês.
É verdade, de um momento para o outro, viram-nos a vida do avesso.
ExcluirBom fim-de-semana, para vocês, com saúde e alegria, João.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirDia Feliz e Bom fim-de-semana!
Muito obrigado!
ExcluirBom fim-de-semana, Zé!
Quem disse que a vida era fácil?
ResponderExcluirBom fim de semana, José.
Não há vidas fáceis, mesmo os que têm tudo, desesperam por terem de escolher ou não conseguirem gastar tanto quanto queriam.
ExcluirBom fim-de-semana, Isabel!
O sonho é que nos alenta. Espero que o Januário consiga cumprir esse sonho.
ResponderExcluirDia feliz.
Bom fim de semana
O Januário está convicto que cumprirá o seu sonho.
ExcluirFeliz resto de dia e bom fim-de-semana.
Valha-me Deus!
ResponderExcluirNão é nada agradável estar sitiado, é como se estivesse preso, e ter a qualquer momento de se defender do agressor.
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