Amor & guerra (2)
Amor & guerra (2)
Barbara tentou superar a partida do militar, que a tinha trazido de volta à vida. O negócio começava a compor-se, tinha necessidade de alguém que a ajudasse, uma vez que a barriga crescia e ficava redondinha. Contratou uma empregada, que se tornaria o seu braço direito
Os militares continuavam a chegar a Angola, e a subi-la em direção ao Norte. Ficavam, sempre, alguns dias na Vila da Barbara, por se tratar dum local estratégico, onde aproveitavam para definirem a estratégia e para onde seguir, porque a mobilidade dos guerrilheiros fazia com que tivessem, constantemente, de mudar de estratégia e rumo
O estabelecimento da Barbara, por ser o único na vila, era muito visitado, não só pelos residentes, mas também pelos militares, que tentavam entabular conversa e seduzi-la com promessas, que ela já conhecia. Mas ela só pensava no seu Carlos, o pai do bebé que crescia dentro dela
O Carlos, quando chegou a Lunada, escreveu para a namorada, informando-a do SPM, para poderem contatar um com o outro, mas não recebeu notícias dela, porque no início da guerra, a logística estava longe de ser implementada. Quase que se esqueceu dela, porque os horrores que enfrentou não davam espaço para pensar em mais nada. Foram muitas e grandes as atrocidades cometidas de parte a parte
Miquelina desesperava por não receber notícias dele. Tinha-o informado de que estava grávida, que tinha voltado para a casa dos pais, para que a ajudassem a criar a criança, uma vez que não podia continuar a trabalhar em Lisboa. Disse-lhe, também, que os pais estavam muito felizes por esperarem um neto ou uma neta
Pela sua cabeça passavam tantos pensamentos: “ será que morreu, que está ferido, que não quer assumir a paternidade do bebé, qual a razão por que não responde?”
Estava angustiada, quantos pais não querem saber dos filhos, ou que nem sabem que eles existem, ao contrário das mães, que ficam atadas a eles, para toda a vida!
E perguntava-se, por que razão tinha fraquejado no último momento, se, sempre, tinha sido forte, se às muitas pressões para que fizessem sexo, tinha dito não?
O que a animava era a alegria dos pais, que ao verem a barriga a crescer, contavam os meses e os dias que faltavam para verem a neta ou neto. Para eles, fosse o que fosse, era bem-vindo.
Continua
À espera da continuação
ResponderExcluirAgradeço o teu interesse.
ExcluirUm abraço.
Nada a agradecer, José.
ExcluirUm abraço
Tenho de te agradecer a tua bondade.
ExcluirUm abraço
Nada disso, José
ExcluirSim, Daniela!
ExcluirUm abraço.
Um abraço e um dia feliz!
ExcluirFeliz dia e bom fim-de-semana, Daniela!
ExcluirUm abraço.
Resto de bom dia e bom fim-de-semana, José.
ExcluirUm abraço
Feliz noite, Daniela!
ExcluirUm abraço.
Boa noite, José. Um abraço de volta!
ExcluirFeliz Primavera, Daniela!
ExcluirUm abraço.
Feliz Primavera, feliz sábado e feliz dia da felicidade!
ExcluirTambém te desejo muita felicidade, todos os dias, Daniela!
ExcluirObrigado, José
ExcluirBoa tarde, Daniela!
ExcluirTarde bonita, José!
ExcluirFeliz fim-de-semana, Daniela!
ExcluirUm abraço!
Igualmente, José! Um abraço
ExcluirFeliz noite, Daniela!
ExcluirBeijinhos
Boa noite, José!
ExcluirIgualmente para ti, Daniela!
ExcluirAguardo a continuação desta maravilhosa história de vida!
ResponderExcluirAgradeço as amáveis palavras!
ExcluirFeliz resto de noite!
Muito bem descrito, caro Amigo.
ResponderExcluirE a Miuelina teve imensa sorte em os pais não a porem fora de porta...
Um abraço.
Muito obrigado pelas amáveis palavras! Tem toda a razão, havia poucos pais como estes.
ExcluirUm abraço
Esta história é verídica ou é ficção? É só para saber para que lado é que devemos levar as emoções ...
ResponderExcluirÉ tudo ficção.
ExcluirAgradeço que dês a tua opinião.
Feliz noite1
Estou a adorar esta rubrica "Amor & Guerra"
ResponderExcluirBeijinhos José
Feliz Dia
Fico muito contente por estares a gostar.
ExcluirFeliz noite, Luías!
Beijinhos
Grata por mais esta excelente partilha, José! :))
ResponderExcluirDia Feliz!
Muito Obrigado, Zé!
ExcluirFeliz noite!
Os pais são sempre a grande alma onde tudo cabe...:)))) abraço
ResponderExcluirTotalmente de acordo. Um abraço
ExcluirO enredo está a ficar interessante. Vamos lá a ver como é que o soldado se desenrasca. Saúde!
ResponderExcluirMuito obrigado pelas amáveis palavras! Aí é que está o problema, o que é que vamos fazer com ele?
ExcluirBoa noite e muita saúde.
Meu caro amigo, você é que meteu o rapaz na encrencada, você é que tem que o desenrascar. Não se esqueça que ainda estamos no tempo do Salazar.
ExcluirSaúde é o que todos precisamos.
Não fui eu, foi a guerra. Mas eu não queria matá-lo. Muito obrigado pelo aviso.
ExcluirMuita saúde.
Até ao momento, ele não sabe que tem as duas moças grávidas. Não há telemóveis, nem facebooks, nem quejandos... Salud, como dizem os outros...
ExcluirAs vantagens daqueles tempos!
ExcluirMuita saúde.
Muito interessante este relato.
ResponderExcluirFico sempre presa a estas fabulosas histórias.
Boa noite José
Beijinhos
Muito obrigado pelas bonitas palavras, Manu!
ExcluirFeliz noite!
Beijinhos
As agruras bem duras
ResponderExcluirdo tempo José
Bom dia com alegria
bom fim de Semana pra vocês
Tempos muito difíceis!
ExcluirBom resto de dia e bom fim-de-semana par vocês, com muitas flores perfumadas da Primavera.
Boa fim de Semana com alegria
Excluirque amanhã
o florir é oficial
é Primavera de 1º dia
Bom dia, João!
ExcluirBoa Primavera com muita saúde, alegria, flores, perfumes......
Ai enorme coração, o dos pais, os verdadeiros. Lindo registo, já espero a continuação! Mil beijinhos, querido José, e um lindo fim de semana para ti!
ResponderExcluirSem dúvida! Os pais têm um enorme coração. São capazes de fazer tudo pelos filhos. Agradeço as tuas encorajadoras palavras.
ExcluirFeliz dia e bom fim-de-semana, Sandra!
Beijinhos
A Miquelina no meio da desgraça ainda teve sorte dos pais aceitarem.
ResponderExcluirA Miquelina tem uns pais maravilhosos.
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