A minha rua!

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A minha rua


 


Em cada rua, cada casa tem dentro corações atentos


Na palpitação de quererem aproveitar os melhores momentos


Cada qual nutre-se dos melhores e encantadores sustentos


 Lá fora ninguém sabe o que se passa nos apartamentos


Nem todos os dias são longos, com discussões e cinzentos


Há dias em que brilha o vento, há beijos e abraços, há movimentos


Se as paredes falassem, poderiam contar como são celebrados esses eventos


A ternura, a delicadeza, a beleza para eternizar, do coração, todos os batimentos


As mãos entrelaçadas nos beijos das bocas queimadas pelos pensamentos


Os corpos diluídos, no calor de um grito contido, na explosão de todos os ventos


Não há tempo para rodopiar por todos os cantos e assentos


O amor é tão forte que consegue sobreviver até nos conventos


Por muito que o queiram prender, ninguém consegue conter os seus empolgamentos


A minha rua é dona da lua, nas noites quentes, frias e nos dias sonolentos


Cada um tem uma rua, a que chama sua, mesmo em dias de aborrecimentos


Enquanto a rua dorme não há beijos, nem abraços, nem cumprimentos


É como se todos tivessem assinado um acordo de paz e bons entendimentos


Para que a madrugada acorde alegre, contente, eufórica, para novos envolvimentos.


José Silva Costa


 


 


 


 


 

Comentários

  1. As ruas são caminhos que nos levam de casa em casa, a todo o lado, como se não tivessem fim, mas sempre com o fim, de nos tornar sociáveis.

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    1. Levam-nos ao longe e ao vizinho, por quem, os da mesma rua, há, sempre, algum que tem carinho.

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