Nuvens negras
Nuvens negras
Mães sem filhos
E sem maridos
Gritos escondidos
Tudo destruído
Terra em fogo
Este mundo mete nojo
Arruaceiros vomitam nacionalismo
Alimentam-se de ódio e gritos
Para eles tudo é inimigo
Multidões acreditam em aldrabões
Comem convoluções
E embebedam-se em reuniões
Adoram os falcões
Que lhes prometem melões
Só colhem desilusões
Mastigam vinganças ente as nações
Arrastam gente, que odeia o outro
Só porque é diferente
Acreditam em quem só mente
Uma negra semente
Pode dar cabo da boa gente
Que acredita em gente influente
Que lhes diz que os outros comem cobras e lagartos
Quando são tudo boatos
Fazendo com que o ódio lhes tolde os sentidos.
José Silva Costa
Boa tarde, José.
ResponderExcluirQuando li o título do seu poema - imediatamente antes de abrir para o ler - ocorreu-me que Camões pudesse ter glosado esse mote, mas logo me apercebi de que este trigo era da sua própria safra.
Mas quem aguenta engolir tudo o que nos narra sem que um grito de revolta do peito se lhe escape?
O meu solidário abraço
Boa tarde, Maria João.
ExcluirAgradeço a solidariedade, nestes negros dias, em que só vemos morte, destruição e políticos a mentirem sem pinga de vergonha.
Um abraço.
Não está a ser nada fácil sobreviver à mentira entronizada, Cheia. Nem à mortandade que vai por esse mundo fora e que todos os dias nos entra pelos olhos dentro. A sensação de impotência perante tão tremendas injustiças tende a esmagar-nos...
ExcluirOutro abraço
Obrigada pela partilha
ResponderExcluirBom dia, Di !
ExcluirBeijinhos
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite!
Muito obrigado!
ExcluirNoite tranquila, Zé!