Quingentésimo ano (160)
Ondados fios de ouro reluzente,
Que agora da mão bella recolhidos,
Agora sôbre as rosas esparzidos
Fazeis que a sua graça se accrescente;
Olhos, que vos moveis tão docemente,
Em mil divinos raios incendidos,
Se de cá me levais a alma e sentidos,
Que fôra, se eu de vós não fôra ausente?
Honesto riso, que entre a mór fineza
De perlas e coraes nasce e apparece;
Oh quem seus doces ecos ja lhe ouvisse!
Se imaginando só tanta belleza,
De si com nova gloria a alma se esquece,
Que será quando a vir? Ah quem a visse!
Luís de Camões
Obrigada pela partilha.
ResponderExcluirBeijinhos
Muito obrigado!
ExcluirBom fim-de-semana, Di!
Beijinhos
Boa tarde, Cheia!
ResponderExcluirLevei este soneto comigo e até já esbocei uma conversa um pouco diferente das outras pois me apresento a Camões tal como sou agora: velhota e doente.
Também tinha esboçado um soneto para a publicação anterior... Talvez venha a publicar um deles no dia 10, que é o seu dia...
Obrigada e um abraço
Boa tarde, Maria João!
ExcluirAs suas conversas com Camões são, sempre, muito bem-vindas. Os seus sonetos são maravilhosos, dão outro brilho a esta singela homenagem ao nosso Camões.
No dia 10, tenciono publicar um postal diferente.
Bom resto de dia e um abraço.
Ah... ainda não fui rever nenhum dos sonetos que já esbocei. Costumo escrever sempre sem rascunho, mas agora ando mais caída, prefiro rabiscar, voltar atrás e polir ou mesmo reformular tudo o que precise de ser melhorado.
ExcluirVou ver qual dos dois está menos mau...
Bom resto de dia e outro abraço
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirResto de dia Feliz e Boa semana!
Muito obrigado!
ExcluirNoite tranquila, Zé!