Quingentésimo ano (90)
Correm turbas as águas deste rio,
Que as rapidas enchentes enturbárão;
Os florecidos campos se seccárão;
Intratavel se fez o valle e frio.
Passou, como o verão, o ardente estio;
Humas cousas por outras se trocárão:
Os fementidos fados ja deixárão
Do mundo o regimento, ou desvario.
Ja o tempo a ordem sua tẽe sabida;
O mundo não; mas anda tão confuso,
Que parece que delle Deos se esquece.
Casos, opiniões, natura, e uso,
Fazem que nos pareça desta vida
Que não ha nella mais do que parece.
Luís de Camões
Boa Páscoa Caro José.
ResponderExcluirEste soneto é tão "contemporâneo", que nos faz ficar em reflexão nos tempos atuais que ecoam como no passado.
Muito atual!
ExcluirTambém lhe desejo uma boa Páscoa, Cara Sofia.
Bom dia, Cheia!
ResponderExcluirParece que a loucura do mundo - que é a nossa humana loucura - é muito antiga... Num português mais actual, Camões poderia escrever este soneto hoje mesmo, se ainda por cá andasse...
Boa Páscoa e um abraço
Bom dia, Maria João!
ExcluirTotalmente de acordo. O mundo continua louco.
Também lhe desejo boa Páscoa.
Um abraço.
Pois é....Camões sempre actual....)))abraço e Páscoa feliz
ResponderExcluirAfinal, os séculos pouco mudam.
ExcluirBoa Páscoa.
Um abraço
Obrigada pela partilha.
ResponderExcluirSanta Páscoa
Muito obrigado.
ExcluirTambém lhe desejo uma Santa Páscoa, Maribel!
Espero que a Páscoa tenha sido boa
ResponderExcluirEstá quase passada. Espero que a tua tenha sido boa.
ExcluirGrata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite e Boa semana!
Muito obrigado!
ExcluirBoa noite, Zé!