Quingentésimo ano (57)
Na ribeira do Eufrates assentado,
discorrendo me achei pela memória
aquele breve bem, aquela glória,
que em ti, doce Sião, tinha passado.Da causa de meus males perguntado
me foi: Como não cantas a história
de teu passado bem, e da vitória
que sempre de teu mal hás alcançado?Não sabes, que a quem canta se lhe esquece
o mal, inda que grave e rigoroso?
Canta, pois, e não chores dessa sorte.Respondo com suspiros: Quando crece
a muita saudade, o piadoso
remédio é não cantar senão a morte.
Bom dia, Cheia.
ResponderExcluirEsplêndido soneto, mas agora não poderei fazer coro com ele que hoje é dia de fazer mil e uma coisas inadiáveis. Hoje e amanhã, com a consulta hospitalar da Mistral, vou ter de passar de fugida pelos blogs...
Um abraço
Bom dia, Maria João.
ExcluirBoa semana.
Um abraço.
Boa semana.
ResponderExcluirBeijinhos!!
Muito obrigado.
ExcluirTambém lhe desejo uma boa semana, Maribel!
Beijinhos
E quem canta
ResponderExcluiro mal espanta
Bela Semana pra vocês José.
É o que dizem, João.
ExcluirBoa noite e boa semana, para vocês com saúde e alegria.
Lá voltámos ao quem canta seus males espanta.
ResponderExcluirUm resto de dia bom, José.
Ainda está dia e já passa da seis da tarde. O ano começa a voar.
As duras lembranças de Babilónia e Sião.
ExcluirBom resto de dia, Isabel.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite e Boa semana!
Muito obrigado!
ExcluirNoite tranquila, Zé
Obrigada pela partilha.
ResponderExcluirBeijinhos
Muito obrigado!
ExcluirBeijinhos
Olá José!
ResponderExcluirNa medida em que lia o soneto de Camões fui construindo a imagem do pensador, melancólico, que pela saudade tremenda canta as suas dores, neste caso a morte.
Camões é de facto um poeta impressionante.
Obrigada por mais esta partilha comemorativa do nosso poeta maior.
Boa noite, José.
Beijinhos
Bom dia, Mafalda!
ExcluirO estado moral do grande poeta, ao escrever estes versos, era o mesmo que lhe inspirou as belíssima redondilhas Babilónia e Sião.
Bom dia.
Beijinhos