Quingentésimo ano (47)
Que pode já fazer minha ventura
que seja para meu contentamento.,
Ou como fazer devo fundamento
de cousa que o não tem, nem é segura?
Que pena pode ser tão certa e dura
que possa ser maior que meu tormento?
Ou como receará meu pensamento
os males, se com eles mais se apura?
Como quem se costuma de pequeno
com peçonha criar por mão ciente,
da qual o uso já o tem seguro;
assi de acostumado co veneno,
o uso de sofrer meu mal presente
me faz não sentir já nada o futuro.
Luís de Camões
Grande verdade.
ResponderExcluirBom dia José!
De acordo, Ana!
ExcluirBom fim-de-semana.
Bom dia, Cheia!
ResponderExcluirMais uma maravilha :)
Abraço
Camões deixou-nos muitas maravilhas.
ExcluirBoa tarde e bom fim-de-semana, Maria João!
Um abraço
É isso, Cheia: tudo o que saía daquelas abençoadas mãos era perfeito!
ExcluirBom fim-de-semana e um abraço
Um grande artista.
ExcluirUm abraço, Maria João!
:) Um ENORME artista!
ExcluirAbraço
De acordo!
ExcluirUm abraço.
me faz não sentir já nada o futuro....o calo do sofrimento...:))abraço
ResponderExcluirBastava-lhe o sofrimento do presente.
ExcluirUm abraço.
Olá José!
ResponderExcluirMais um belo e reflexivo soneto do nosso poeta maior. Será que a habituação ao "veneno" do presente nos vai desensibilizar para o futuro? Na eterna luta do bem e do mal, para qual somos, inevitavelmente chamados, não é possível desistir, pelo menos enquanto formos, e nos sentirmos, vivos, pesem embora os tormentos inerentes.
Bom fim-de-semana, José.
Beijinhos
Olá, Mafalda!
ExcluirBom dia.
Acho que sim, parece que os genocídios, que estão a acontecer, já não nos incomodam muito.
Bom fim-de-semana, Mafalda.
Beijinhos
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirResto de dia Feliz e Bom domingo!
Muito obrigado!
ExcluirBom domingo, Zé!