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Quingentésimo ano (38)



Descalça vai para a fonte


Descalça vai para a fonte
Lianor pela verdura;
Vai fermosa, e não segura.


Leva na cabeça o pote,
O testo nas mãos de prata,
Cinta de fina escarlata,
Sainho de chamelote;
Traz a vasquinha de cote,
Mais branca que a neve pura.
Vai fermosa e não segura.


Descobre a touca a garganta,
Cabelos de ouro entrançado
Fita de cor de encarnado,
Tão linda que o mundo espanta.
Chove nela graça tanta,
Que dá graça à fermosura.
Vai fermosa e não segura.


 












 






 




Comentários

  1. Grata pela partilha, José! :))
    Dia Feliz!

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  2. Lá vai Lianor descalça para fonte...

    Dia muito feliz.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Havia muita falta de calçado....

      Também lhe desejo um resto de dia muito feliz.

      Excluir
  3. Um belo retrato do traje da época...:)))abraço

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  4. A lindíssima e arrebatadora lírica camoniana em redondilha maior :)


    Obrigada e um forte abraço, Cheia

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. De acordo.

      Um abraço, Maria João.

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    2. Já respondi - em soneto, claro - ao soneto de Camões que ontem publicou, Cheia!

      Outro abraço

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