Quingentésimo ano (38)
Descalça vai para a fonte
Descalça vai para a fonte
Lianor pela verdura;
Vai fermosa, e não segura.
Leva na cabeça o pote,
O testo nas mãos de prata,
Cinta de fina escarlata,
Sainho de chamelote;
Traz a vasquinha de cote,
Mais branca que a neve pura.
Vai fermosa e não segura.
Descobre a touca a garganta,
Cabelos de ouro entrançado
Fita de cor de encarnado,
Tão linda que o mundo espanta.
Chove nela graça tanta,
Que dá graça à fermosura.
Vai fermosa e não segura.
Luís de Camões
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirDia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirBoa tarde, Zé!
Lá vai Lianor descalça para fonte...
ResponderExcluirDia muito feliz.
Havia muita falta de calçado....
ExcluirTambém lhe desejo um resto de dia muito feliz.
Um belo retrato do traje da época...:)))abraço
ResponderExcluirE, também, da formosura....
ExcluirUm abraço
A lindíssima e arrebatadora lírica camoniana em redondilha maior :)
ResponderExcluirObrigada e um forte abraço, Cheia
De acordo.
ExcluirUm abraço, Maria João.
Já respondi - em soneto, claro - ao soneto de Camões que ontem publicou, Cheia!
ExcluirOutro abraço