Quingentésimo ano (33)

Ó que famintos beijos na floresta,
E que mimoso choro que soava!
Que afagos tão suaves, que ira honesta,
Que em risinhos alegres se tornava!
O que mais passam na manhã, e na sesta,
Que Vénus com prazeres inflamava,
Melhor é experimentá-lo que julgá-lo,
Mas julgue-o quem não pode experimentá-lo

 Os Lusíadas, Canto IX

 

Comentários


  1. Ganda Luis

    Belo fim de Semana pra vocês José.

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    1. O Luís é o maior.

      Bom fim-de-semana, para vocês com saúde e alegria

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  2. O poder de Vénus!
    Obrigada pela partilha!

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  3. Grata pela partilha, José! :))
    Dia Feliz!

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  4. Ora aí está a Vénus em todo o seu esplendor.
    Bom dia, José. Boa sexta-feira.

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  5. Bom dia, Cheia!

    O exemplar de Os Lusíadas que tenho aqui á mão, não tem mais de 4x6 cm e as letras são tão pequeninas que nem com a lupa as consigo destrinçar, mas se há uma coisa de que estou segura é a de que Camões não falhava na métrica e esse sexto verso não é um decassílabo heroico. Ai, quem me dera voltar a ter os olhos dos meus quinze anos... Mas talvez seja "O que mais passam na manhã e sesta", assim já é um verso decassilábico, mas será sáfico, não heroico e custa-me a acreditar que o pai do soneto e da nossa língua tivesse usado um sáfico entre milhares de heroicos... Bom, já fiz um download de Os Lusíadas em pdf e tenho de admitir que Camões falhou num verso desta estrofe, a menos que o próprio ressuscite e se digne vir esclarecer-me acerca desta rotunda falha métrica.
    Desculpe-me esta confusão toda, mas fiquei sinceramente pasmada diante deste sexto verso que, tal como foi transcrito, parece ter sido construído a martelo.

    Bom, "errare humanum est" e Camões era tão humano quanto qualquer um de nós.

    Abraço



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    1. Grato pela atenção. Com tantos versos, um ou outro podem ter sido a martelo.

      Um abraço.

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    2. Bem, pode ser, mas uma das características do poema em verso camoniano é manter uma musicalidade métrica perfeitamente constante do princípio ao fim de cada estância/estrofe.

      Gostaria de poder dar uma espreitadela ao original para ver como estará no Português desse tempo, mas não vale a pena sonhar. Nunca o conseguirei...

      Outro abraço

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    3. Temos de nos contentar com o que temos, porque os originais estão bem guardados.

      Mais um abraço.

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    4. Upa, upa! Um original de Camões vale várias vezes o peso do poeta em ouro, Cheia... e pensar, depois de escrever isto, que ele morreu na miséria...

      Outro abraço

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  6. Respostas
    1. Muito obrigado.

      Também lhe desejo um bom fim-de-semana, Maribel!

      Beijinhos

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