Quingentésimo ano (33)
Ó que famintos beijos na floresta,
E que mimoso choro que soava!
Que afagos tão suaves, que ira honesta,
Que em risinhos alegres se tornava!
O que mais passam na manhã, e na sesta,
Que Vénus com prazeres inflamava,
Melhor é experimentá-lo que julgá-lo,
Mas julgue-o quem não pode experimentá-lo
E que mimoso choro que soava!
Que afagos tão suaves, que ira honesta,
Que em risinhos alegres se tornava!
O que mais passam na manhã, e na sesta,
Que Vénus com prazeres inflamava,
Melhor é experimentá-lo que julgá-lo,
Mas julgue-o quem não pode experimentá-lo
— Os Lusíadas, Canto IX
ResponderExcluirGanda Luis
Belo fim de Semana pra vocês José.
O Luís é o maior.
ExcluirBom fim-de-semana, para vocês com saúde e alegria
O poder de Vénus!
ResponderExcluirObrigada pela partilha!
Muito obrigado!
ExcluirBom dia e bom fim-de-semana, Ana!
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirDia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirBom fim-de-semana, Zé!
Ora aí está a Vénus em todo o seu esplendor.
ResponderExcluirBom dia, José. Boa sexta-feira.
Uma Deusa muito venerada.
ExcluirBom fim-de-semana, Isabel.
Bom dia, Cheia!
ResponderExcluirO exemplar de Os Lusíadas que tenho aqui á mão, não tem mais de 4x6 cm e as letras são tão pequeninas que nem com a lupa as consigo destrinçar, mas se há uma coisa de que estou segura é a de que Camões não falhava na métrica e esse sexto verso não é um decassílabo heroico. Ai, quem me dera voltar a ter os olhos dos meus quinze anos... Mas talvez seja "O que mais passam na manhã e sesta", assim já é um verso decassilábico, mas será sáfico, não heroico e custa-me a acreditar que o pai do soneto e da nossa língua tivesse usado um sáfico entre milhares de heroicos... Bom, já fiz um download de Os Lusíadas em pdf e tenho de admitir que Camões falhou num verso desta estrofe, a menos que o próprio ressuscite e se digne vir esclarecer-me acerca desta rotunda falha métrica.
Desculpe-me esta confusão toda, mas fiquei sinceramente pasmada diante deste sexto verso que, tal como foi transcrito, parece ter sido construído a martelo.
Bom, "errare humanum est" e Camões era tão humano quanto qualquer um de nós.
Abraço
Grato pela atenção. Com tantos versos, um ou outro podem ter sido a martelo.
ExcluirUm abraço.
Bem, pode ser, mas uma das características do poema em verso camoniano é manter uma musicalidade métrica perfeitamente constante do princípio ao fim de cada estância/estrofe.
ExcluirGostaria de poder dar uma espreitadela ao original para ver como estará no Português desse tempo, mas não vale a pena sonhar. Nunca o conseguirei...
Outro abraço
Temos de nos contentar com o que temos, porque os originais estão bem guardados.
ExcluirMais um abraço.
Upa, upa! Um original de Camões vale várias vezes o peso do poeta em ouro, Cheia... e pensar, depois de escrever isto, que ele morreu na miséria...
ExcluirOutro abraço
ResponderExcluirBom fim de semana.
Beijinhos!!!
Muito obrigado.
ExcluirTambém lhe desejo um bom fim-de-semana, Maribel!
Beijinhos
Belo poema...:)))abraço
ResponderExcluirA Deusa da formusura merece-o.
ExcluirUm abraço.