O Império
O Império - As teias que o Império teceu
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O Jeremias e a Leopoldina tinham começado a namorar, pouco depois do Januário ter embarcado para o Brasil, planeavam casar-se assim que ele regressasse, mas ainda não tinha tido coragem de lhe pedir a filha, em casamento
Muitos rapazes não se sentiam muito à vontade, para pedirem as namoradas em casamento, como se sabe, os pais são exigentes com os pretendentes das suas filhas, para eles, não há rapazes que mereçam as suas princesas
São capazes de todos os sacrifícios pela família: emigram, deixam a mulher e os filhos, vivem o sonho de lhes dar uma vida melhor, se necessário for, trabalham dia e noite
Quando lhes aparece, pela frente, um magarefe, que não conhecem de lado nenhum, ficam em pânico, não querendo de maneira nenhuma, abrir mão das suas filhas, que lhe deram tanto trabalho a criar
Temem que sejam mal tratadas, sabem que a violência doméstica é uma chaga incurável
Esquecem-se que, também, já tiveram de arranjar coragem para enfrentar os pais das suas namoradas, e alguns, nem sempre, as trataram bem, exigindo, depois, e bem, que as suas filhas sejam respeitadas
Então, vamos todos, primeiro, dar o exemplo, respeitando as nossas namoradas e esposas, para que as nossas filhas sejam tratadas como merecem: respeitadas e amadas
O Jeremias não teve outro remédio, senão arranjar coragem para pedir a mão da Leopoldina
O Januário gostou da maneira como o Jeremias lhe disse que ia tratar a sua filha, mas não deixou de lhe pedir que a tratasse com todo o amor e carinho, porque a filha, o filho e a esposa eram os seus tesouros
Mais uma vez, o Jeremias lhe garantiu que estivesse descansado, que ele respeitaria e amaria a Leopoldina, como se fosse a mais delicada flor que, para ele, também era o seu maior tesouro
Pediu-lhe que lhes desse autorização, para que dentro de um mês, começassem a viver juntos, como marido e mulher
O Januário respondeu-lhe, que por ele estavam autorizados. Mas que a Rosinha, também, tinha de autorizar. Assim, o melhor seria reunirem-se os quatro, para que todos dessem a sua opinião, para se ver se todos estavam de acordo
Na reunião familiar, em que também esteve presente o irmão da Leopoldina, todos concordaram, que a Leopoldina fosse viver com o Jeremias, e desejaram-lhes as maiores felicidades
A família, depois de anos atribulados, vivia tempos de muita felicidade, a Rosinha e o Januário já sonhavam com uma neta ou um neto
O desejo de quase todos os pais, que os filhos lhe deem essas perfumadas e bonitas flores.
Continua
Outros tempos outros costumes.
ResponderExcluirOs tempos vão mudando os costumes.
ExcluirBom fevereiro.
Anotei o magarefe.Há que escapar deles.
ResponderExcluirComo saber quem nos quer bem e respeita, com tanta violência doméstica?
ExcluirQuem diria que a Rosinha e o Januário, de cujo primeiro encontro ainda me recordo tão bem, estivessem já a sonhar com um netinho?
ResponderExcluirAté aqui, nas malhas que o Império tece, o tempo voa...
Um abraço, Cheia!
O tempo passa a correr, e eles já passaram muitos anos juntos, os quais, levei um ano a descrever.
ExcluirUm abraço, Maria João!
É obra, Cheia, conseguir levar todas estas personagens ao longo de tanto tempo!
ExcluirOutro abraço!
Algumas, já estão a ficar velhotas, quando tiverem netos, está na altura de irem para os anjinhos.
ExcluirMais abraço.
Calma, não as mate já que as avós desse tempo tinham um papel importantíssimo na educação dos netos. Deixe-as cumprir o seu papel antes de as enviar para os
ExcluirMais outro abraço
Muito obrigado, pela preciosa dica. Hoje, as avós e os avôs podem não ter um papel importante na educação dos netos. Mas, em muitos casos, são eles que lhes dão habitação e pão. Tempos complicados.
ExcluirMais um abraço.
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades"... Outro será o papel dos avós de hoje, mas não menos pesado porque muitos continuam a ter de financiar os filhos que, ou estão no desemprego, ou têm salários que nem sequer lhes permitem arrendar habitação própria.
ExcluirMais outro
Sigo a saga..:))abraço
ResponderExcluirO Império teceu muitas teias.
ExcluirUm abraço.
Bom fevereiro, Ana!
ResponderExcluirBeijinhos
obrigada e igualmente, José.
Excluirbeijinho e feliz dia
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite!
Muito obrigado!
ExcluirBom resto de dia, Zé!
Olá José!
ResponderExcluirCom que e tão "magarefe'
Aí ai que temos de ter muito cuidado com estes pretendentes para as nossas pequenas, que aos nossos olhos são mesmo umas princesas
Depois da tempestade veio a bonança, e este Império continua na suas andanças, já deve estar a celebrar um ano a sua escrita em crónicas do Império?
Muitos parabéns, José! Bela saga!
Obrigada pelas partilhas.
Beijinhos
Olá, Mafalda!
ExcluirAgradeço o seu interesse por estas teias. Comecei a escrevê-las a 12/2/2023. A primeira publicação foi a 23/3/2023. Não fazia a minima ideia do que iria escrever. Mas, nestes meses descobri muitos factos, que desconhecia. Continuo sem saber até onde irá esta aventura.
Noite tranquila, Mafalda!
Beijinhos
Continuo deliciada, com esta novela. Sensibilidade e amor, sentimentos genuinamente puros e em vias de extinção. Adivinham-se novas personagens, e quantas mais se seguirão. Muitos parabéns, querido José, que obra tão rica.
ResponderExcluirDesculpe a hora tardia, mas janeiro foi um mês muito ocupado e pouca a disponibilidade de passar por aqui.
Beijinho grande.
Bom dia, Romi!
ExcluirAgradeço as amáveis palavras.
Bom fevereiro.
Beijinhos
Felicidade e alegria
ResponderExcluiré bonança a cada dia
elo fim de Semana pra vocêsJosé.
Bom fevereiro para vocês, que vai quentinho, o que não é bom, porque fevereiro quente não é bom para ti, nem para o teu parente.
ExcluirBom fim-de-semana, João.
Felicidade e alegria
ResponderExcluiré bonança a cada dia.
Belo fim de Semana pra vocês José. E assim é que é
Muito obrigado, João.
ExcluirBom dia e bom fim-de-semana, com saúde e alegria.
Há que haver respeito, para que no futuro não haja violência doméstica.
ResponderExcluirBeijinhos José
Temos de continuar a lutar, para que acabe a violência doméstica.
ExcluirBom fim-de-semana, Manu!
Beijinhos
Finalmente, um episódio onde só há felicidade!
ResponderExcluirJá não era sem tempo.
ExcluirBom fim-de-semana, Isabel.
Quase perdia este episódio
ResponderExcluirPeço, por favor, que não leve a mal, tenho a certeza que concorda: a violência doméstica é chaga curável, e deve ser uma chaga intolerável
Muito bom fim de semana
Sim, é uma chaga intolerável. Desejo que tenha razão e que seja curada quanto antes, porque todos os anos, morrem muitas mulheres, devido aos maus tratos dos companheiros.
ExcluirBoa noite e bom fim-de-semana.
Isto era mesmo assim. A minha mãe (que era das ilhas) conta que o pai estava constantemente a avisá-la sobre os "Continentais" que só queriam brincar com as filhas dos outros.
ResponderExcluirO seu avô tinha toda a razão. Muitas vezes estavam de passagem, e se as raparigas não tivessem cuidado, era elas que ficavam com os filhos nos braços.
ExcluirBoa semana, Inês!
Verdade. Conhecemos todos histórias assim. Boa semana, José!
ExcluirObrigada pela partilha!!
ResponderExcluirMuito obrigado!
ExcluirBoa semana.
Que venham os netos para daremainda mais alegrias à família.
ResponderExcluirExcelente terça-feira.
É curso natural da vida.
ExcluirTambém lhe desejo uma excelente terça-feira.