Postigo fechado
Mal dita pandemia
Quem diria
Que tanta gente mataria
Tanta gente desesperada
Tanta casa fechada
No jardim, no banco, não nos podemos sentar
Nem beber café ao postigo
Temos de estar em casa fechados
Podemos ir à varanda
Espreitar a vizinha
Ver se está acompanhada
A rua está sozinha
Nem homem das castanhas
Nem o artista de rua
Nem o arrumador de automóveis
Ela está completamente nua
Até as aves estão a penar
Não há um resto de bolo
Nem pão, nem miolo
Está tudo tão limpo
Tão desinfetado
Mas ninguém tem cuidado
Andam sem máscaras
Em multidão
Para poderem sair à rua
Alugam um cão
Gabam-se de a todos enganar
Menos o vírus
Que sem esperarem
Os faz pararem
Depois, queixam-se da má sorte
Nunca dizem que é a cabeça que não tem norte
Não acreditam na ciência
Só em milagres!
José Silva Costa
Uma descrição perfeita do que se passa.
ResponderExcluirBom dia, José.
Beijo⚘
Uma grande tragédia!
ExcluirFeliz resto de dia, Maria!
Beijinhos
Ontem alguém me dizia: "acho que não vou conseguir voltar a abraçar alguém. Acho estranho".
ResponderExcluirGrande Abraço,
Também acho estranho. Os números são assustadores.
ExcluirUm grande abraço,
Tudo dito aqui nestas palavras em género de poema.
ResponderExcluirMaravilhoso José
Beijinhos
Feliz Dia
Muito obrigado, Luísa!
ExcluirFeliz resto de dia!
Beijinhos
Bom retrato de quem é socialmente irresponsável...:)))) abraço José
ResponderExcluirOs números, infelizmente, continuam a assustar.
ExcluirUm abraço,
Uma fotografia em palavras, de um presente soturno.
ResponderExcluirBeijinhos
Os números são assustadores.
ExcluirBeijinhos
Só mesmo um "milagre"! Muita Saúde.
ResponderExcluirÉ tão grande a gravidade, que nem um milagre nos salva!
ExcluirBoa tarde e muita saúde.
ResponderExcluirBeijinho
Muito obrigado!
ExcluirFeliz resto de dia!
Que volte a esperança
ResponderExcluirOxalá que sim!
ExcluirMuito obrigado pela sua visita.
Boa semana!