O quotidiano
O quotidiano
Vens à noitinha
Ao nascer da lua
Entrar na noite nua
Caminhas na rua
Entras e sentaste a ver a lua
À espera dos braços da hora
Que te trarão o sono, sem demora
Cansada de um dia cheio de nada
Levantaste-te de madrugada
Para mais uma jornada
A camioneta da carreira ficou na garagem, parada
Mais uma greve programada
Quem reparou no teu estado
Ficou preocupado
Um deu-te boleia
Chegaste atrasada
O patrão não gostou nada
Ficaste agastada
Tanto esforço para nada
A vida é uma estopada.
José Silva Costa
Estes tempos
ResponderExcluirsão uma correria danada
e desagradada...
Um bom dia de aqui
São tempos de grande incerteza
ExcluirEm que ao mais pequeno descuido
Podemos ser chamados a pagar a despesa.
Um bom resto de semana
Vidas.
ResponderExcluirAs greves são um empecilho, embora respeite esse direito. Se a isso somar-se o trânsito ainda mais caótico nas grandes cidades...
Também respeito as greves. O problema é não se investir nos transportes públicos.
ExcluirSem tempo para nós e para os nossos... gostei das palavras.
ResponderExcluirÉ uma correria, sem tempo para nada.
ExcluirUma lição muito atual e um retrato bem conseguido da nossa realidade!
ResponderExcluirUma realidade muito difícil, que pintam cor de rosa.
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