O quotidiano

O quotidiano


 


Vens à noitinha


Ao nascer da lua


Entrar na noite nua


Caminhas na rua


Entras e sentaste a ver a lua


À espera dos braços da hora


Que te trarão o sono, sem demora


Cansada de um dia cheio de nada


Levantaste-te de madrugada


Para mais uma jornada


A camioneta da carreira ficou na garagem, parada


Mais uma greve programada


Quem reparou no teu estado


Ficou preocupado


Um deu-te boleia


Chegaste atrasada


O patrão não gostou nada


Ficaste agastada


Tanto esforço para nada


A vida é uma estopada.


 


José Silva Costa


 


 


 


 


 


 

Comentários

  1. Estes tempos
    são uma correria danada
    e desagradada...

    Um bom dia de aqui

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    1. São tempos de grande incerteza
      Em que ao mais pequeno descuido
      Podemos ser chamados a pagar a despesa.

      Um bom resto de semana

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  2. Vidas.
    As greves são um empecilho, embora respeite esse direito. Se a isso somar-se o trânsito ainda mais caótico nas grandes cidades...

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    1. Também respeito as greves. O problema é não se investir nos transportes públicos.

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  3. Sem tempo para nós e para os nossos... gostei das palavras.

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  4. Uma lição muito atual e um retrato bem conseguido da nossa realidade!

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    1. Uma realidade muito difícil, que pintam cor de rosa.

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