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Lisboa!

  Lisboa ,   Cidade da Madragoa    De g ente Saloia De todo o reino sem coroa Namoradeira do Tejo De todos: do Norte, do Centro e do Sul do Tejo Que felicidade quando te vejo! Depois de calcorrear todo o mundo e te desejo Esteja onde estiver, volto ao um cais Apanho uma caravela e desfraldo a vela Mal entro a barra, olho-te da cabeça aos pés Como se nunca te tivesse visto As Amoreiras estão um encanto Mas não me esqueço que eram os elétricos que descansavam naquele recanto A Estrela será para sempre um ponto de encontro Para muitos, o último Mais abaixo o Parlamento Onde todo o país está representado Antigamente tão calado! Hoje, com as pronúncias de todo o Estado Aos pés do Príncipe Real , o irreconhecível Bairro Alto Ninho de rameiras tornou-se num bairro de barulheiras A Graça contínua com a sua graça Junto ao rio já não há marujos nem becos sujos Desentaiparam-no para que todos possam beneficiar do seu olhar O...

O Império

O Império   -    As teias que o Império teceu 154 O zico, depois de ouvir os cooperantes, marcou a assembleia geral, muito aguardada por todos, principalmente pelo novo Governador, que queria saber por que razão a Cooperativa parecia ter tanta força e era tão acarinhada por todos O Xavier, cada vez, estava mais orgulhoso por ter sido escolhido, pelo Rei, para governar a colónia de Angola. A viagem ao Congo tinha-o deixado deslumbrado, não só pela recção, mas, também, pela riqueza da paisagem, que vira, durante toda aquela jornada Queria relatar todos os pormenores ao Rei, para que ele sentisse, quão grande era a alegria de ser, de tal gente, Rei, como dizia o Ex-rei do Congo, que não se cansava de dizer, que o Império Português, para além de ser o maior, tinha uma gente diferente, capaz de se envolver com pessoas tão diferentes, fosse qual fosse o Continente Chegado o dia da assembleia Geral da Cooperativa, as suas instalações foram insuficientes, para acolherem tanta gente, nada que a...

A loucura!

A loucura! Por que razão, matas o teu irmão? Não te chega teres a maior nação? Não rebentarás de tanta ambição? Matar é uma maldição Terás coração? Empertigado és Parece que queres todo o Mundo Um dia vais ficar sem nada: Vaidade, ambição, poder, matar, envenenar, destruir Não vais ter para onde fugir Nem os vermes te vão saborear Quantas mortes estás a semear? O mundo não consegues vergar Mais tarde ou mais cedo vais acabar E o Mundo continuará.   José Silva Costa              

Três Primaveras

 21/03/2004                                                       Três Primaveras   Minha Primavera radiosa Brilhante como o sol A incendiar o perfume do ar Numa tarde de encantar. Meu cravo rubro Na magia dos teus olhos Habita o brilho do futuro Resguardado pelo muro Dos dias Que a noite encobre                                  E, o sol descobre. Minha sinfonia de Barre Tocada todos os dias Em todas as Primaveras No dia mundial da poesia Em honra de todas as flores. Minha estrela resplandecente Flor, da branca terceira idade Alegria que me lembra A minha mocidade Que os anos engoliram Com a idade. Esse teu harmonioso saltitar Faz meus olhos chorar São flores Que desenhas no ar As suas pétalas Têm o perfume  Do verbo amar.   José Silva Costa          

O primeiro ano

O primeiro ano    Depois dos segundos, dos minutos, das horas, dos dias, dos meses, o ano   São dias mágicos De inesquecíveis encantos De imaginação e espantos De sorrisos e prantos A brilharem nos cantos.   Tanto para aprender! Num tempo a correr A querer falar e andar Num alegre palrar Esforçando-se por encantar Com o seu doce olhar O sonho de aprisionar O palpitar dos dias.   Estes dias que venceste Permitir-te-ão comemorar Daqui em diante A soma dos anos. Que sejam muitos Muito bons Uma caminhada iluminada Com o sol preso à estrada E uma estrela a incendiar a madrugada As rosas na mão fechada A prenda desejada.   O encanto de te ver Todos os dias A correr Com o teu sorriso a crescer Por entre o amanhecer Do perfume Das fases da lua Até ao fim da rua Onde te escondes Como o sol Para voltares Na manhã seguinte A iluminar O meu entardecer   José Silva Costa              

Mãos de fada

Novas moradas: https://sociedadeperfeita-cheia.blogspot.com/ https://osdesgovernados.blogspot.com/   Mãos de fada   Mãos que abraçam e confortam Sombras nuas em noite de luar Olhos que iluminam a escuridão Beijos em noites de solidão Que queimam o coração Noturnos silêncios em combustão Corpos que sublimam na perfeição A natureza a sorrir de tanta pureza Rios que nos embalam os sonhos Com os seus bonitos olhos risonhos Vertical amanhecer da madrugada Como se fosse uma noiva dourada Sol quente na terra molhada A lavar-nos os lábios da noite suada Uma rosa vermelha, perfumada, para a namorada Corpos fundidos a respirarem o ar quente Terra ávida de sol, água e semente Temos uma longa e bonita vida pela frente.   José Silva Costa      

O Império

Novas moradas: https://sociedadeperfeita-cheia.blogspot.com/ https://osdesgovernados.blogspot.com/   O império    -     As teias que o Império teceu 153 No dia seguinte, na presença de toda a comitiva, o Governador entregou, ao ex-Rei do Congo, a condecoração que, o Rei de Portugal lhe tinha atribuído, pela felicidade, que demonstrava ao ver o seu Reino integrado no Reino de Portugal O ex-Governador, que já tinha ficado entusiasmado com a visita de tão ilustre comitiva, depois de ter recebido a condecoração do Rei de Portugal, não conteve tanta emoção, tendo–se mostrado  tão contente, que ficou florido de felicidade, não esperava que, a integração do seu reino, no Reino de Portugal e o acordo de paz, tivessem provocado  tamanho reconhecimento Todos estavam felizes, a missão estava cumprida, Angola estava pacificada, e era isso que o Xavier iria transmitir ao Rei. Tudo se conjugava para que a Colónia se tornasse mais próspera e rica, o que muito agradaria ao Monarca Português Com alguns...