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A candidata de Merkel & Cª

  ONU   A eleição do Secretário- Geral das Nações Unidas Pela primeira vez, eleito, seria, por voto secreto Mas, pelos vistos, a inovação correu mal Nas votações até agora efetuadas, não conseguiu chegar à frente, a indigitada Assim, vai haver outra candidata, que já terá os cinco votos necessários Em quase duzentas nações, só cinco é que contam, o resto é para enfeitar a jarra Comissários, Secretários-gerais, Presidentes da C.E, ONU,FMI, respetivamente Só são eleitos se estiverem na disposição de fazerem o que lhes pedirem: paus mandados, com raras exceções As Nações Unidas não têm força, para impedir seja o que for Assim, cada um mata onde e quando quiser: Afeganistão, Iraque, Líbia, Síria, etc. Deitam a baixo aviões comerciais, matam centenas de pessoas, nada lhes acontece Com grande lata dizem que são acidentes colaterais Mal dos que cruzam os seus quintais Este ensaio de democracia, na eleição do Secretário-geral da ONU Se tivesse corrido bem, daria pano para mangas: todos a enalt...

ONU

ONU   A eleição do Secretário- Geral das Nações Unidas Pela primeira vez, eleito, seria, por voto secreto Mas, pelos vistos, a inovação correu mal Nas votações até agora efetuadas, não conseguiu chegar à frente, a indigitada Assim, vai haver outra candidata, que já terá os cinco votos necessários Em quase duzentas nações, só cinco é que contam, o resto é para enfeitar a jarra Comissários, Secretários-gerais, Presidentes da C.E, ONU,FMI, respetivamente Só são eleitos se estiverem na disposição de fazerem o que lhes pedirem: paus mandados, com raras exceções As Nações Unidas não têm força, para impedir seja o que for Assim, cada um mata onde e quando quiser: Afeganistão, Iraque, Líbia, Síria, etc. Deitam a baixo aviões comerciais, matam centenas de pessoas, nada lhes acontece Com grande lata dizem que são acidentes colaterais Mal dos que cruzam os seus quintais Este ensaio de democracia, na eleição do Secretário-geral da ONU Se tivesse corrido bem, daria pano para mangas: todos a enaltec...

Lava-lhe os joelhos

Lisboa   Lisboa está, cada vez, mais encantadora Do búnquer do século passado Para a mulher sofisticada à procura de namorado Não deixava o Tejo ver-lhe os artelhos Agora lava-lhe os joelhos O Marquês é que não tem sorte Por mais túneis que construam Não se livra do fumo dos escapes dos automóveis Oito e oitenta: um mar de gente Lisboa internacionalizou-se de tal maneira Que o difícil e ouvir falar português Quem, nela aterre desprevenido Pode pensar que o avião foi desviado Que Portugal foi comprado! O que não é errado Já vendeu tudo E continua, cada vez, mais endividado Habituámo-nos ao fiado Todos os dias vamos ao mercado Pedir dinheiro emprestado.   José Silva Costa    

Habitámo-nos ao fiado

Lisboa   Lisboa está, cada vez, mais encantadora Do búnquer do século passado Para a mulher sofisticada à procura de namorado Não deixava o Tejo ver-lhe os artelhos Agora lava-lhe os joelhos O Marquês é que não tem sorte Por mais túneis que construam Não se livra do fumo dos escapes dos automóveis Oito e oitenta: um mar de gente Lisboa internacionalizou-se de tal maneira Que o difícil e ouvir falar português Quem, nela aterre desprevenido Pode pensar que o avião foi desviado Que Portugal foi comprado! O que não é errado Já vendeu tudo E continua, cada vez, mais endividado Habituámo-nos ao fiado Todos os dias vamos ao mercado Pedir dinheiro emprestado.   José Silva Costa    

Nunca lhes faltou dinheiro

As mulheres do engenheiro   Às mulheres do engenheiro Nunca lhes faltou dinheiro As obras do parque escolar Foram uma festa E muito recreio Com candeeiros de ouro De muita aresta Como é natural, a construção foi o principal: Free-portes, TGV, aeroportos, autoestradas, barragens e sortes Inaugurações com dezenas de autocarros, para mostrar, as ótimas construções Foram de tal maneira os safanões Que o País ficou na bancarrota: fome, miséria e morte Para comemorar Nada melhor, que em Paris, filosofar Vai, agora, às mulheres explicar Porque bem precisam, para a casa governar A fórmula milagrosa e mágica Que, em Paris, aprendeu De, o dinheiro, inventar.       José Silva Costa    

As mulheres do engenheiro

As mulheres do engenheiro   Às mulheres do engenheiro Nunca lhes faltou dinheiro As obras do parque escolar Foram uma festa E muito recreio Com candeeiros de ouro De muita aresta Como é natural, a construção foi o principal: Free-portes, TGV, aeroportos, autoestradas, barragens e sortes Inaugurações com dezenas de autocarros, para mostrar, as ótimas construções Foram de tal maneira os safanões Que o País ficou na bancarrota: fome, miséria e morte Para comemorar Nada melhor, que em Paris, filosofar Vai, agora, às mulheres explicar Porque bem precisam, para a casa governar A fórmula milagrosa e mágica Que, em Paris, aprendeu De, o dinheiro, inventar.      

São pergaminho os lábios

Sete Motivos Do Corpo   VII   Já quando pouco dista o escuro Averno Da vida, atarda-se ela em passos lentos. Se declina o moral p`ra entrar no Eterno, Seguir não pode o êxito dos tempos. Mais sobe o espírito mais lhe pesam membros. Cresce o saber: são pergaminho os lábios; Somem-se os olhos p`ra só ver por dentro. Escutai-os, ó moços: são os sábios.   Curvam-se as costas para ler os fados Que no seio da terra Gaia dita, E de juízos em anos apurados As rugas são na pele a douta escrita. Gasta-se a carne nos túrbidos trabalhos Que a alma aumentam e envelhecidas Soam veladas as vozes como oráculos? Moços, beijai as cãs! São as Sibilas.     Natália Correia