Calor Finalmente chegaste! Sempre, tão desejado Mas, mal chegas, és detestado Há quem não goste de ti Mas, eu nasci contigo Quando, ao nascer, já aqueces Sinto e recordo o teu massajar Tão quentinho, tão bem estar! Quando és seco, e até às 15 horas continuas a aumentar Fazendo com que às 11 horas tenha de, uma sombra, procurar Tão diferente do, que é abafado Que nos custa a respirar Já se sabe, que é difícil, a todos agradar Tenho saudades tuas Talvez, por raramente nos encontrarmos Onde nascemos e crescemos marca o nosso ser Nunca te vou esquecer Fazes parte do meu amanhecer! Cada um recorda o que o ajudou a crescer. José Silva Costa
O Império - As teias que o Império teceu 176 Em Luanda, os pais da Milay e do Afonso continuavam, todos os dias, a ter muitas saudades dos seus rebentos, mas já sabiam e estavam preparados, para ficarem sem notícias por meses ou por anos. Também os pais da Leopoldina e do Roberto tinham passado o mesmo, já sabiam que tinham de ter esperança de que os seus estavam bem Está-nos na massa do sangue, desde que nos aventurámos utilizar o mar, para saber o que estava para lá do mar, que nos habituámos a esperar meses sem fim, por notícias dos que embarcavam, cujo maior desejo era que ao ponto de partida voltassem Com ambições maiores que o retângulo onde nascemos, só nos restou emigrar para onde as notícias diziam que poderíamos enriquecer. Quando descobriram ouro em Minas Gerais, no Brasil, foi para aí que muitos homens do Norte embarcaram, deixaram mulher e filhos e aventuraram-se na procura de fortuna fácil Alguns conseguiram-na e voltaram para mandarem c...
Lua cheia Lua cheia descarada Incendiaste a madrugada Com o teu feitiço de namorada Os corpos vibraram com a tua chegada Como se fosses a mais bela amada No brilho da fachada, projetaste a rua animada De corpos em combustão desenfreada Como não aconteceu em nenhuma outra madrugada Foi neste fim de Março Foi nesta primavera aprisionada Que aceleraste a passada Na noite mais perfumada Nesta primavera confinada Viajemos na volúpia da madrugada. José Silva Costa Tags:amadadescaradafeitiçovibrarvolúpia link do post
Agradeço que não façam comentários.
ResponderExcluirMuito obrigado.