Fome!

Fogem à  fome

Deixam a família

Andam anos a pé

Morrem de fadiga

Sem nada na barriga

 

Chegar a Mellila ou Céuta

Às portas do paraíso!

Um paraíso muito guardado

Por arame farpado

 

África, fome, corrupção

Fome, corrupção, imigração

A corrupção aperta o coração

África, mãe, madrasta

A fome, multidões arrasta

A esperança basta

Para percorrer o Continente, a pé

 

Arriscam a vida

Porque, na verdade, já a perderam

Se conseguirem atravessar o mar

Beber a água da Europa

Se não forem recambiados

Ressuscitam

 

Tantas desigualdades!

Uns com tudo

Outros sem nada

Antes escravizados

Agora esfomeados

Morrem aos punhados

À vista dos nossos telhados

Mal tratados

Pela nossa indiferença

De obesos  atulhados

Nas bandas gástricas

Da abundância.

 

G 7, mais um!

Conferência UE  África

São só promessas

De milhões de nada

De consciências comprometidas

A esconderem-se das vidas

Que sangram nas avenidas

Enquanto os donos do Mundo

Se empanturram de comidas.

José Silva Costa

 

  •  

Comentários

  1. Respostas
    1. Com tantas desigualdades , tantas guerras, tanto ódio, nunca serei feliz.

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  2. Espero continuar a seguir o seu trabalho no blix.pt

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    Respostas
    1. Muito obrigado pelo interesse, mas não tenho nenhum blog no blix.pt

      Excluir

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