O Império
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O Império - As teias que o Império teceu
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A boda prolongou-se por vários dias, todos queriam que nunca acabassem aqueles bons dias, todos cheios de alegria, que a vida fosse, sempre, uma grande festa, simples, mas honesta, sem ódios nem rancores, para amarga, bastam as dores
Tudo tem o seu fim, tal como a lua-de-mel dos noivos, que prometia ser eternamente doce, talvez, nem sempre o conseguisse, porque nada ao tempo, sempre resiste, mais tarde ou mais cedo, tudo acaba, até aquela grande festa
Mas, a decisão do Rei em permitir que os angolanos pudessem ir estudar, para Coimbra, essa prometia atravessar os séculos e a muitos dar muita alegria
Durante meses a turma do Roberto, melhor dizendo, todos os que o seguiam, e eram muitos, viveram, durante muito tempo, numa grande euforia, um sonho tinha-se apoderado deles, Coimbra era a meta, era preciso toda a informação absorver, era lá que residia todo o saber
São daqueles sonhos que tomam conta das nossas vidas, que nos fazem ir além dos limites, testando as nossas capacidades, tantas vezes, por nós ignoradas
Só um desafio assim é capaz de nos galvanizar para um feito, quase que como impossível, que ao concretiza-lo, poderemos dizer que, para o ser humano, não há limites
A felicidade de vencer um desafio é tão grande que, tem feito com que estejamos, sempre, insatisfeitos, empurra-nos para uma constante competição, à procura da inovação, do desconhecido, e era isso que movia o Roberto e a sua turma a todos os dias se desafiarem, numa discussão de ideias, porque é da discussão que nasce a luz
Depois daqueles dias de confraternização e muita alegria, cada um regressou ao seu lar, todos queriam muito voltar a encontrarem-se, mas o trabalho esperava-os, quem tem de viver do que consegue arrancar da terra, sabe quanto é difícil essa tarefa
Os noivos estrearam a sua nova casinha feita, por eles, com todo o amor e carinho, com a ajuda de amigos e familiares
A cidade, a pouco-e-pouco, voltou à normalidade, nunca tinha assistido a tão grandes festejos, fazendo com que todos estivessem muito orgulhosos de tão grande confraternização, levando a que o Governador tivesse dito que a cidade era uma grande família.
Continua
boa tarde, querido José! 3 dias de festa? ena! haja criatividade e agora deixas-nos em suspense quanto à lua-de-mel. muito bom beijinhos e feliz fim-de-semana.
ResponderExcluirBoa tarde, querida Ana.
ExcluirFesta e festa, tem de ser bem aproveitada!
A lua-de-mel promete ser muito doce, não se sabe quanto durará.
Bom fim-de semana e beijinhos.
Cá estamos a acompanhar o seu Império idílico.
ResponderExcluirUm beijo. Bom fim-de-semana.
Assim fossem todos os impérios. Infelizmente, voltámos ao tempo dos impérios, não há respeito por ninguém, a força bruta é que manda, e até se assume como pirata.
ExcluirBom domingo, Isabel!
Um beijo.
A mola do ser humano é o estímulo o desafio, a vida. Pena é que as pedras que se colocam nessa engrenagem, muitas vezes são intransponíveis para muitos.
ResponderExcluirÉ por isso que a vida não tem a alegria, que poderia ter.
ExcluirNo blogspot vai-se sentir sem rumo. Já experimentou o blix.pt ?
ResponderExcluirMuito obrigado pela visita. Ainda não experimentei e, de momento, não tenho disponibilidade para criar novos blogs.
ExcluirMuito obrigado pela visita.
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