O Império

 O Império   -      As teias que o Império teceu

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Em terra e no mar, tudo engalanado, para o dia mais aguardado, tudo tinha sido, com todos os pormenores, preparado

Também o Comandante da armada da carreira da Índia tinha dado ordens para que em todos os barcos fossem hasteadas as bandeiras, depois de ter aceitado o convite do Governador e dos noivos, para que toda a guarnição participasse na celebração de um dos maiores acontecimentos na cidade

Tratava-se da união entre uma menina da cidade e um rapaz do Congo: mais um momento, para reforçar o bom relacionamento e a paz, entre dois povos, que em tempos muito tinham lutado. Mas, felizmente, havia algum tempo que tinham chegado a um bom entendimento

Todos os familiares do Asdrubal estavam hospedados no palácio do Governador de Luanda, o que mostrava bem o empenhamento em receber bem os convidados do Congo

Luanda orgulhava-se de ser uma cidade cosmopolita e muito acolhedora. Ali, todos eram bem-vindos, queria apagar a memória dos tempos terríveis, em que tantos povos, dali partiram como escravos. Era preciso colocar uma pedra sobre o passado, mostrando que um novo tempo tinha começado

Naquele inesquecível dia, a cidade acordou diferente, pelas seis horas, quando o sol rebentou e tudo iluminou, as ruas começaram a encher-se, como se fossem rios, não a correrem para o mar, mas para o palácio do Governador

O ambiente estava repleto de sorrisos e sonhos, vivia-se uma alegria contagiante, todos estavam floridos de felicidade, os noivos encantaram a multidão, sendo que a noiva estava uma linda flor

A união entre a Francisca e o Asdrubal foi abençoada por um representante dos Jesuítas, cuja Companhia de Jesus tentou instala-se no Congo, em 1548, mas não foi bem recebida.

Na metade do século XVI, instalou-se em Luanda, não tendo tido boas relações com alguns Governadores, mas semeou uma seara, que séculos mais tarde daria uma boa colheita.

Foi expulsa, por ordem do Marquês de Pombal, em 1760.   

Antes do começo da boda, quando todos ainda estavam concentrados na festividade, que acabara de acontecer, o Governador aproveitou para revelar que o Rei tinha concordado com seu pedido, para que a Milay e o Afonso fossem para a Metrópole, para estudarem na Universidade de Coimbra, para onde seguiriam, quando a armada voltasse da viagem à Índia

Houve uma explosão de satisfação e euforia, abraçando-se e beijando-se, como se todos tivessem sido agraciados pelo Rei.

Continua.

 

Comentários

  1. bom dia querido José :) confesse: o meu amigo escreveu este capítulo com um sorriso nos lábios! está fabuloso! adorei :) como é bom semear alegria. e como é bom partilhá-la! obrigada por tornar esta cidade um lugar todo em festa. o meu coração está mais leve por causa de tanta novidade boa. obrigada! beijinho e resto de semana feliz

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    1. Boa tarde, querida Ana. Sim, gostava muito que todos fossemos felizes, que não houvessem guerras, nem vinganças. Eu é que agradeço tanta simpatia tua.
      Bom fim-de-semana, bom dia da Liberdade.
      Um beijinho.

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    2. boa noite, querido José! Viva a Liberdade :) 25 de Abril Sempre! Fascismo nunca mais! pela graça divina. beijo e feliz dia.

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    3. Bom dia da liberdade, amiga Ana.
      Um beijo.

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