A praia!

A Praia


No dourado do sol salgado, vejo o mar ondulado


Em cada onda vai o vento penteado


As gaivotas andam de lado em lado


Incomodadas pela invasão do seu chão sagrado


Quando os banhistas ocupam cada quadrado


O areal em pouco tempo fica todo ocupado


Não há grão de areia destapado


As toalhas compõem o atoalhado


Namorados bebem o sol molhado


Como quem quer fugir a ser espiado


A areia tem um aspeto asseado


Já ninguém deixa lixo, na areia, enterrado


Todos têm cinzeiros para colocarem o cigarro, apagado


Como é bom termos um mundo educado!


Onde ninguém é mal tratado


Já todos sabem, das bandeiras, o significado


Até o nadador salvador é escutado e respeitado!


Com o mar devemos ter todo o cuidado


Ninguém pode, com ele, estar descansado


De um momento para o outro pode mostrar-se revoltado


Talvez não goste do que lhe fazem, fica zangado


Já me pregou um grande susto, ao ponto de pensar que ficava lá sepultado


Fui, por ele, com muita força, para o fundo, arrastado


Depois, expulsou-me com tanta violência, que fiquei magoado


Nunca mais me esqueci do recado


Nunca larguei o meu filho que, quando lhe deitei a mão ficou, nos meus braços, bem apertado


Tivemos a sorte do nosso lado!


Para podermos contar o que se tinha passado.


José Silva Costa


 

Comentários

Postar um comentário