Mãe!

2024, Mãe!


Mãe!


Que palavra tão doce


Que colo, abrigo


Que beijos, que paz


Sempre que sonho contigo


Quanto brincas-te comigo?


Que mãe tão amorosa


Nos teus verdes dezoito anos


Os teus peitos eram duas bonitas rosas


Onde saciava a minha fome


O que uma mãe sofre!


Amamentar os filhos até aos dois anos


Com medo que passassem fome


Em terra de muita miséria


De senhas de racionamento


Por causa da guerra


Malditas guerras, sempre as guerras a atormentarem-nos


Uma maldição, a roubar-nos o pão e a vida


Respeitem as mães, que vos criaram, com tanto carinho


Não lhes matem os filhos, em disputas perdidas


Para satisfazerem as vossas ambições desmedidas


Que ganhais com tanta destruição?


Arrasando toda a habitação, construída com o coração


Minando todos os campos, que davam o pão.


 


José Silva Costa


 


 


 


 

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