Cheias!

Cheias


 


No primeiro dia não podiam chegar atrasadas


Pagaram com as suas vidas


A ganância, a corrupção


Na triste madrugada


Zibia e Sara levadas pela enxurrada


Na estrada inundada


Corria uma ribeira murada


Sem leito, nem margens


Só lhe restava a estrada


A ribeira corria magoada


No aperto, apertada, galgou a estrada


As irmãs estavam excitadas com a desenfreada construção


Autorizada nos leitos dos rios


Quem responde por sucessivas calamidades?


Deixaram cinco órfãos


Que triste sorte


A chuva trouxe a morte


Mais uma vez,  outra, e outra


Não temos emenda


Continuamos a votar em corruptos


Para presidentes de Câmara, e não só.


 


José Silva Costa


 

Comentários

  1. Parabéns, José. Cavamos as nossas próprias sepulturas.
    Saúde e Paz.

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    1. Muito obrigado. Basta um ano ou dois com menos chuva, para concluírem que podem construir no leito de ribeiras e rios. Depois, volta a chover como choveu este ano, e centenas ou milhares de pessoas ficam sem casa, onde tinham investido todas as suas poupanças.

      Saúde e alegria.

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  2. A natureza, de tempos a tempos, vem lembrar os nossos erros, alguns deles pagam-se bem caro.

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    1. Muitos pagos com a própria vida, outros com a perca do suor de uma vida.

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