Armas de destruição maciça

Armas de destruição maciça


 


12 de julho de 2004


 


Sucumbem no ar ardente


Nos grãos de areia quente


Jovens na flor da vida


Tingem a areia ferida.


Ai Bagdad invadida


Que tirania te tirou a vida?


 


Medicamentos por petróleo


Imposição carregada de ódio


Por quem representa o Mundo


Mascarando amor profundo


Matando um povo moribundo


Com um embargo desumano.


 


Ai Iraque cobiçado


Pelo petróleo amaldiçoado


Por um tirano torturado.


O mundo levado ao engano


Pelo ambicioso americano


Para te roubar o tutano.


Nações Unidas


Votando embargos urdidos


Pelos Estados Unidos


Para vergarem o povo unido


Sem petróleo vendido


Viver! Não lhe é permitido.


As civilizações ocidentais


Defendendo liberdades vitais


Vendo os iraquianos morrendo


Sem medicamentos nos hospitais


Choram lágrimas de crocodilo


Só pensam no petróleo, nada mais.


O mundo munido


Levou o tirano de vencido


Destruiu um país antigo


Castigou o seu povo


Não consegue consertar o ovo


Que partiu sem consentimento.


 


 


José Silva Costa 


 


 


 

Comentários

  1. Verdade, José. Vamos sentir a falta deste espaço, onde podemos ler estes seus poemas de defesa da Paz. Saúde e obrigado.

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    Respostas
    1. Este era um espaço nosso, onde nos podíamos encontrar a qualquer hora.

      Saúde e alegria.

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