Silêncio e vida!

02/04/2021                                              Reedição


Silêncio e vida


No doce silêncio há uma angústia lá dentro


Para onde foi o habitual movimento?


A Primavera, felizmente, contínua exuberante


Com as suas cores e cheiros


Mas as ruas continuam sem gente, nem movimento


Até o sol e a lua perguntam


Para onde foram as pessoas, que vestiam a rua?


Tão deserta e nua, parece, para sempre, abandonada


Sem cor, sem amor, despida


O equilíbrio possível, entre o silêncio e a vida


Parecem depender do nosso comportamento


É o que nos impõe este momento


Temos saudades do movimento


Mas, saboreamos o silêncio


Queremos, sempre, tudo ao mesmo tempo


“Sol na eira, chuva no nabal”


O que é que queremos, afinal!


Não sabemos. Só estamos bem onde não estamos


Dizemos querer defender o ambiente


Mas, queremos investimento


Mesmo que destrua o ambiente


Vamos ter de decidir o que é que queremos.


 


José Silva Costa


 


 


 


 


 

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