O Império
O Império - As teias que o Império teceu
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Quando o sol se pôs, em Luanda, as mulheres e os filhos, dos homens, que tinham ido falar com o Rei, começaram a dirigir-se para o palácio presidencial, estavam preocupadas por os maridos, ainda não terem regressado. A Zulmira que, também, estava preocupada, tentou mostrar que estava calma, dizendo-lhes que o sol tinha acabado de desaparecer, era muito apertado, fazer tudo num só dia. Mas, sem local onde pernoitarem, tinham de voltar para casa, nem que tivessem de andar de noite
Não conseguiu acalmá-las, tinham receio que os maridos tivessem sido presos, ou muito pior, que tivessem sido todos mortos, porque eles tinham ido para um encontro suicida, sem primeiro o terem preparado, não sabendo como seriam recebidos, e o que pensava o Rei do seu pacto de amizade
A Zulmira bem tentava que não tirassem conclusões antes de se saber o que tinha acontecido. Mas, as outras mulheres questionavam-na sobre como é que saberiam se foram mortos ou presos. Respondeu-lhes que mais tarde ou mais cedo, alguma coisa se saberia, por agora, era aguardar com serenidade
Mas, à medida que as horas avançavam, todas foram ficando mais nervosas e desesperadas, algumas reagiam como se os maridos já tivessem sido mortos: chorando, dizendo que não tinham nada que ir para aquele massacre, que o culpado era o Governador
Entretanto, as crianças já tinham adormecido, o sono venceras, as mães, no seu desespero, no aflito choro, nem deram por falta do choro delas, nem das suas incómodas perguntas, às quais não sabiam como responder, sendo melhor assim: o descanso interrompeu-lhes a tristeza e a dor de verem as mães em tão grande aflição
As mulheres estavam, cada vez, mais convencidas de que os seus maridos não voltavam, a Zulmira, não o dizia. Mas, também, achava que já devia ser muito tarde, que já deveriam ter chegado, não conseguindo esconder a preocupação, fez de conta que não ouviu as que culpavam o seu marido, pelo sucedido
Quando, já nem a Zulmira acreditava que voltassem, ouviram barulho, abriram a porta e viram os seus maridos a arrastarem os pés de tão cansados, mas os seus olhos brilhavam como as estrelas, como que a anunciar que tinha sido uma missão muito bem cumprida
As mulheres correram para os seus braços, continuavam a chorar, mas de alegria, no breu da noite, todas queriam certificar-se se tinham par, não fosse algum não ter aguentado tão dolorosa jornada. Todos tinham regressado sãos e salvos, no meio dos beijos e abraços iam dizendo às mulheres, que tinha chegado a um acordo de paz, selado com um aperto de mão, entre todos
Esgotadas as energias criadas pela receção das esposas, os pais foram buscar energia às reservas, para levarem os filhos pequenos, para as suas casas. Exaustos, só queriam cair nas suas camas, para um merecido descanso de um longo dia de muitas emoções e não menos dores físicas.
Continua
Outros tempos sem comunicações, sem estradas, sem segurança. Agora temos tudo isso continuamos a queixar-nos de tudo e de nada.
ResponderExcluirQuanto mais temos, mais insatisfeitos estamos.
Excluirbom dia, querido amigo
ResponderExcluireu sabia o desfecho e mesmo assim sofri com elas a angústia, o que fez com que ficasse super bem-disposta com a chegada de todos. a Zulmira aguentou tudo como o seu papel exigia. gostei muito deste capítulo, parabéns!
beijinho e feliz final de semana
Muito obrigado, querida amiga Ana. Foram horas de muito sofrimento, para aquelas mulheres.
ExcluirBom fim-de-semana.
Beijinhos
As comunicações fazem muita falta, foi das melhores coisas o acesso para todos os telefones.
ResponderExcluirFelizmente, correu tudo pelo melhor.
Quinta-feira feliz.
Hoje, "trazemos o mundo na mão". Estamos, sempre, ligados ao Mundo.
ExcluirTambém lhe desejo um resto de dia feliz.
Olá, Cheia.
ResponderExcluirPerante a aflição das mulheres da comunidade, recuei um pouco para tentar ficar a saber o que poderia estar a pôr em risco a vida dos maridos...
Já compreendi que nunca vou conseguir colocar em dia a leitura destas Teias que o Império Teceu, mas cá estarei sempre que puder.
Um abraço
Olá, Maria João.
ExcluirMuito agradeço a sua visita.
Um abraço.
Prossiga a saga...:)))abraço
ResponderExcluirMuito obrigado pela visita.
ExcluirUm abraço.
Tudo acabou bem e ainda bem.
ResponderExcluirContinuação de boas jornadas. Saúde e paz.
Se os homens quisessem tudo acabava bem, pelo menos do que depende deles.
ExcluirSaúde e alegria.
Um bom final.
ResponderExcluirAssim, quem governa o mundo conseguisse bons finais.
ExcluirBoa noite, Maribel!
Bijinhos.
Tempos do caraças José
ResponderExcluirBom fim de Semana pra vocês.
Hoje , temos tudo e estamos ninsatisfeitos.
ExcluirBom dia e bom fim-de-semana, para vocês com saúde a alegria, João.
Uma boa surpresa!
ResponderExcluirObrigada pela excelente partilha, José!
Muito obrigado pela visita.
ExcluirBom fim-de-semana, Ana!
Um bom desfecho para os receios da Zulmira.
ResponderExcluirBeijinhos José
Foram horas de muito sofrimento, teve que lidar não só com o seu, mas com o das outras
Excluirsenhoras.
Beijinhos, Manu.
E tudo acabou bem. Mas, realmente, antes da nossa vida moderna permitir estarmos em constante contato, era um sofrimento esperar por notícias de quem partia. Às vezes, para receber uma carta a informar do pior.
ResponderExcluirPodemos dizer que tem havido um grande progresso nas comunicações.
ExcluirBoa semana, Inês!
Assim fosse fácil, alcançar a paz hoje em dia.
ResponderExcluirUma noite descansada.
A Paz deve ser preservada, depois de começar a guerra, nunca se sabe quando será parada.
ExcluirResto de dia tranquilo, Isabel!