O Império
O Império - As teias que o Império teceu.
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O Governador continuava descontente e preocupado por não conseguir arranjar dinheiro, para enviar para a Coroa, como se tinha comprometido com o Rei
Em Lisboa havia a convicção de que Angola era muito rica, devido ao negócio da escravatura. Mas, essa fonte de receita tinha acabado ou em vias de extinção, porque a escravatura já tinha sido abolida
Mesmo sendo de melhor qualidade que os dos Brasil, não era alternativa à escravatura, porque os do Brasil tinham inundado a Europa, fazendo com que a exploração de diamantes não fosse rentável
A Zulmira bem o queria ajudar, para ver se encontravam, entre os muitos minerais, que existem em Angola, algum que fosse muito rentável e de fácil exploração. Mas, de tudo o que diziam existir, não encontraram nada que os ajudasse a sair da difícil situação do incumprimento perante o Rei
Receavam que, mais tarde ou mais cedo, o Rei nomeasse um novo Governador, para substituir o Miguel, ainda que dissesse que isso não era o mais importante, porque o que o preocupava era não ter sido capaz de realizar o que se tinha proposto fazer
Nunca uma assembleia geral da cooperativa tinha tido tanta afluência, pela primeira vez, os jovens estavam em maioria
Alguns sócios, mais velhos, estavam admirados com tanta participação na eleição para a presidência da cooperativa, e ainda, por cima, eram jovens
Havia duas candidaturas: a Filó, responsável pela secção da produção, e o Zica, um dos primeiros alunos do Roberto, que ganhou o gosto pela agricultura, depois das aulas dadas nas lavras, ao ponto de deixar a turma e dedicar-se só à agricultura
Todos os dias ia para as lavras, falava com as muitas mulheres, que se dedicavam a tirar da terra o sustento da família. Ajudava-as, pedia-lhes que o ensinassem, porque também queria fazer uma lavra, para ajudar a alimentar a mãe, que já não ia para as lavras, devido à idade e à doença
Diziam que ele era um filho exemplar, era o primeiro rapaz a querer ter uma lavra, e isso fazia com que fosse, para umas um exemplo, mas, para outras era um intruso nos trabalhos das mulheres, deixando-as sem saberem o que dizer.
Continua
Tanta história dentro das teias do Império. O mundo mudou, evolui, mas algumas raízes daninhas parecem perpetuar-se no tempo. A riqueza de Angola ainda lá está, a escravatura não, mas nem por isso o povo consegue beneficiar dessa riqueza.
ResponderExcluirUm país tão rico, que continua imerso em pobreza.
ExcluirGrata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirDia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirBoa tarde, Zé!
Cá continuamos a seguir o seu Império. :)
ResponderExcluirUm beijo. Um dia bom.
Muito obrigado pela visita.
ExcluirBoa tarde, Isabel.
Um beijo.
Não há escravatura, mas há miséria.
ResponderExcluirO melhor para alguns é dedicarem-se ao cultivo da terra
Beijinhos José
É da terra, que alguns conseguem arrancar o que comem.
ExcluirBoa tarde, Manu!
Beijinhos
Que siga a saga...:)))abraço
ResponderExcluirGrato, pela visita.
ExcluirUm abraço.
Não há bela sem senão e, naturalmente, esta feliz comunidade também tem os seus problemas...
ResponderExcluirUm abraço, Cheia!
É como diz, não há rosas sem espinhos.
ExcluirBoa tarde e um abraço, Maria João.
Outro para si, Cheia!
Excluiro diacho! pobre Miguel e Zulmira! e pobre Zica que não é reconhecido por todas como o visionário que é. estamos a precisar de milagres e bênçãos.
ResponderExcluirforça! querido amigo José apesar das dificuldades expressas neste capítulo, o sucesso do teu conto vai de vento em popa.
um beijinho e feliz final de semana
Muito obrigado, querida amiga Ana. As tuas bonitas palavras vão ajudá-los a vencerem as dificuldades .
ExcluirNoite tranquila e bom fim-de-semana
Beijinhos.
As mudanças trazem sempre muitas questões novas para resolver.
ResponderExcluirNaquela altura, ainda não havia exploração dos "metais raros"!
Que a agricultura e a cooperativa prosperem, também com a educação.
Saúde e Paz!
Todos somos avessos a mudanças. Mas, felizmente, há quem desafie quem diz que sempre foi assim, o que faz com que o mundo avance. A agricultura é mais importante que os "metais raros".
ExcluirSaúde e alegria!
Continuo atenta!!
ResponderExcluirBeijinhos
Muito obrigado por estar atenta a estas teias.
ExcluirNoite tranquila, Maribel!
Beijinhos.
Quem irá ganhar?
ResponderExcluirA manter o suspense.
Excelente sexta-feira.
O futuro é dos jovens, e os menos jovens devem-lhes agradecer por se interessarem pelas instituições, que trabalham para o bem de todos.
ExcluirBomfim-de-semana.
Dédalo de suplícios José
ResponderExcluirBom fim de Semana, bom dia e Sábado à maneira
e agradável pra vocês.
Vão ter de puxar pela imaginação, para saírem da intrincada situação.
ExcluirBom fim-de-semana, para vocês com saúde e alegria, João.
O Rei será decerto compreensivo, caro Amigo.
ResponderExcluirUm abraço.
Vamos esperar, para ver o que faz, caro Amigo.
ExcluirBom fim-de-semana e um abraço.
Ai amigo José! Não ganho juízo. Digo sempre que vou voltar a andar por aqui (Sapo blogs) mais regularmente, e deixo o tempo passar sem aqui voltar. Depois leio as suas partilhas, e imediatamente me arrependo de tamanha ausência.
ResponderExcluirTodas estas suas publicações são ouro puro! Riqueza deixada nas nossas mãos, para aquecer a alma, confortar o coração e despertar a mente. PARABÉNS. Beijinhos de bom fim de semana
Bom dia amiga Sandra, como todos setimos a sua ausência. Muito obrigado pelas amáveis palavras.
ExcluirSaúde e alrgia.
Beijinhos.
É uma frase bem conhecida (porque há muito que é verdade): as únicas certezas na vida são a morte e os impostos.
ResponderExcluirBom domingo, José!
Nenhum governante consegue fugir à imposição dos impostos.
ExcluirBom domingo, Inês!
Continua a ser muito bom seguir este Império.
ResponderExcluirMuito obrigado pelas amáveis palavras.
ExcluirBoa semana, Isabel!