O Império
O Império - As teias que o Império teceu
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O Roberto não podia estar mais contente com o seu trabalho, ver os seus alunos quererem produzir mais e melhores alimentos, era o melhor resultado que eles lhe podiam oferecer, porque a alimentação é a base da sobrevivência, sem comida não se consegue viver, só depois de assegurada essa necessidade é que aparecem as outras
A Marina e a sua ajudante, a Alicia, sonhavam com a criação de um hospital. Numa visita do Governador, ao posto médico, acompanhado da esposa, a Zulmira, irmã da Marina, esta confidenciou-lhe o sonho de quem trabalhava naquele posto médico, pedindo que as ajudasse a concretizá-lo
O Miguel disse-lhes que era um bonito sonho, tão importante para toda a população, mas não as poderia ajudar, porque não aceitaram a sua proposta de criar impostos, e sem dinheiro, nada poderia fazer, uma vez que o Rei o tinha incumbido de tornar a Província rentável, para poder ajudar a Coroa
Uma missão quase impossível, que ele aceitara com a convicção de que era possível, todos diziam que Angola tinha muita riqueza, que a escravatura dava rios de dinheiro, mas os empresários desse negócio tinha ido para outras paragens, devido à pressão, que europeus e americanos exerciam sobre Portugal, para que acabasse com a escravatura
A esposa queria que fomentasse a agricultura, a extração de minério e diamantes, e ele contrapunha, fosse para o que fosse, era preciso dinheiro para comprar alfaias e utensílios para a exploração dos minérios, sendo um círculo vicioso, do qual ninguém conseguia sair, sem o vil metal
Ela insistia que em Angola era diferente, nas margens do rio Quanza havia quem tirasse diamantes com um simples pau. As suas terras eram muito férteis, precisavam era de quem as soubesse amanhar
Estava convicta de que a cooperativa daria um grande impulso à agricultura, com a ajuda dos jovens, que o Roberto encaminhara para as lavras, a fim de contactarem com os mais velhos, principalmente as mulheres, que, sempre, dela tiraram o sustento para a família. O mais difícil era acabar com a tendência de serem só as mulheres a trabalharem a terra, coisa que o Roberto parecia estar a conseguir, incutindo nos jovens o prazer de semear, ver crescer, apanhar e comer, o que fazia com que se sentissem realizados e admirados, pela comunidade
Muitas vezes o que falta, aos povos, é quem os consigam galvanizar, para feitos extraordinários, sendo que os seus representantes têm de ser pessoas sérias, confiáveis, capazes de dar o exemplo
Roberto tinha esperança que o entusiasmo dos jovens, que o seguiam, fosse o farol, para a construção de uma Angola mais próspera.
Continua
Mais uma excursão às calendas do tempo José
ResponderExcluirBom dia, quase fim de Semana
e que seja um belo dia de sol pra vocês.
Bom dia, João.
ExcluirO tempo, por vezes, parece querer repetir-se.
Bom resto de dia, para vocês, com saúde e alegria.
Bela sexta em toda a harmonia e bom dia.
ExcluirBom fim de Semana pra vocês
Muito obrigado, João.
ExcluirTambém vos desejo um bom fim-de-semana.
Que siga a saga...:)))abraço
ResponderExcluirMuito obrigado, pela visita.
ExcluirUm abraço.
Atitudes nobres que embelezam a humanidade.
ResponderExcluirBeijinhos
Seria muito bom que humanidade compreendesse que somos todos irmãos.
ExcluirBoa noite, Maribel!
Beijinhos
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite!
Muito obrigado!
ExcluirBoa noite, Zé!
Os prós e os contras sempre presentes.
ResponderExcluirUma boa noite, José.
Um dilema de sempre.
ExcluirBoa noite, Isabel!
Muito Obrigado, José, pelo prosseguimento da "Utopia Angolana". Peço desculpa, mas, acompanhando a narrativa, não me lembro muito bem quando ela se desenrola, em que século.
ResponderExcluirSaúde e Paz!
Muito obrigado por seguir estas teias. Esta fantasia, sem nenhum rigor histórico, não está sujeita à atual medição do tempo. Os protagonistas são imortais, podendo atravessar os quase cinco séculos do Império.
ExcluirSaúde e alegria.
Muito obrigado, pela atenção. Continuação da saga.
ExcluirMuito obrigado, pelas encorajadoras palavras. Neste ano, que comemoramos os 900 anos, como país, as nossas ex-colónias comemoram 50 anos de independência. Um país pequeno, que chegou a ser muito grande.
ExcluirBoa semana, com saúde e alegria.
lindo! querido amigo José
ResponderExcluirsonhos estes que são um aconchego de alma
desculpa o atraso mas ando com muitas falhas de memória.
beijinhos e feliz fim-de-semana
Muito obrigado, pelas encorajadoras palavras, querida amiga Ana.
ExcluirBom fim-de- semana e beijinhos.
Sonhos que espero se concretizem.
ResponderExcluirGostei de mais esta saga.
Beijinhos José
Se não fossem os sonhos, não valia a pena viver.
ExcluirBoa tarde e boa semana, Manu!
Beijinhos
Realmente, há dinheiro para garantir que todos tenham uma vida digna, só não há boa vontade. Sempre foi assim e não tem jeitos de mudar tão cedo.
ResponderExcluirDeveria de haver uma melhor distribuição da riqueza produzida. Mas quem é que a quer fazer?
ExcluirAndou aqui a escapar-me uns episódios que estou a recuperar. É mesmo aquel empurrão que às vezes trasnforma o desânimo e o impossível numa missão espinhosa mas com resultados impresionantes.
ResponderExcluirÀs vezes, basta a palavra certa na hora certa.
ExcluirSerá que conseguem o hospital?
ResponderExcluirNoite descansada.
Vai ser muito difícil, porque o que o Rei quer são "dividendos", que ajudem a suportar os grandes gastos da Corte.
ExcluirResto de dia tranquilo.