O Império
O Império – As teias que o Império teceu
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Mesmo em lua-de-mel, o Miguel não queria que a questão da cobiça da rica Angola, por parte de outros países, caísse no esquecimento. Por isso, pediu à esposa se o acompanhava nas visitas, que tencionava fazer às povoações ao redor da cidade, para falar com os Sobas, mostrando que era um Governador diferente, não impondo que fossem ao Palácio do Governador, para ouvir as suas opiniões
A Zulmira ficou encantada com a postura do marido, não gostava de pessoas arrogantes, que se julgam superiores, que fazem dos outros os seus capachos, parecia que tinha sido feito, para ela
As visitas aos Sobas fizeram com que o Governador se apercebesse da importância da sua missão, na apresentação e solução dos problemas entre os povos de Angola e os poderes, que representavam o Rei de Portugal
Miguel prometeu a todos, que tudo faria para que a conjugação de esforços fosse benéfica tanto para as populações, como para a Coroa
A turma do Roberto, que cada vez era maior, tinha, no dia que ia para as lavras, o seu maior empenho. Havia uma competição saudável entre todos, era preciso produzir mais e melhor, e isso só se obteria com novos produtos, melhores e mais sementes, melhores utensílios, irrigação, novas ideias, que todos queriam pôr em prática
Assim, pediram ao Roberto que aumentasse o tempo dedicado à agricultura, porque era nesse trabalho, que muitos se sentiam realizados
Semear, cuidar, ver crescer, apanhar, comer, partilhar, sentir o carinho e admiração de quem via e comia, pela primeira vez, determinado produto, era uma grande recompensa, para a dureza do trabalho no campo
O Roberto colocou esse pedido à discussão e votação, se a maioria estivesse de acordo, até podiam ir todos os dias para o campo, porque como ele dizia: “ a terra é como as palavras, ambas precisam de ser acarinhadas, revolvidas, adubadas, mondadas, semeadas, para se conseguir uma boa colheita”
Alguns votaram contra, a maioria votou a favor, como era uma turma completamente livre, cada um aderia ao que queria, aparecia ou desaparecia
Passaram a ir quase todos os dias para as lavras, mesmo que tivessem de esperar meses, pelos frutos, era muito compensador aparecer em casa com o que tinham conseguido produzir
Em casas, em que tudo faltava, era ainda mais apreciado, tudo o que aparecesse, sem ser esperado.
Continua
É um Império doce, o seu. Utópico, sempre suave.
ResponderExcluirUm dia bom, José.
Infelizmente, não há Impérios doces, nem ditadores bons. Tudo de bom, só na utopia.
ExcluirBoa tarde, Isabel.
Hoje em dia as crianças não conhecem a terra e muitos pais até evitam que os filhos a pisem e brinquem nela.
ResponderExcluirFazem mal, porque as crianças devem ter contacto com a natureza, saberem de onde vêm os alimentos, para melhor compreenderem o problema do desperdício.
ExcluirGosto sempre de ler esta "Utopia Angolana"!
ResponderExcluir(A propósito de casamento - que já foi no capítulo anterior - hoje, comi uma sopa dos casamentos de antigamente: sopas de sarapatel. Será que no casamento da Zulmira e do Miguel também houve desta sopa?!)
A postura do Governador Miguel é o que nos faz falta cá, nas nossas governanças.
Saúde e Paz, que tanta falta faz.
Não. Não houve nada de especial, foi um prato simples, para todos, porque todos tinham sido convidados, bastava aparecerem, para comer.
ExcluirPor cá, o que, infelizmente, temos, todos os dias, são centenas de profissionais, das polícias, magistrados e procuradores à caça de corruptos, para não falar em cirurgias.
Boa tarde, saúde e alegria.
Que prossiga a saga... abraço
ResponderExcluirGrato por seguir estas teias.
ExcluirUm abraço.
Hoje protegem as crianças de tudo e mais alguma coisa, só não as protegem da excessiva utilização do telemóvel e redes sociais.
ResponderExcluirSexta-feira feliz.
Fazem mal, as crianças precisam de contactar com a natureza.
ExcluirTambém lhe desejo uma sexta-feira feliz.
Bela sexta feira
ResponderExcluirbom fim de Semana pra vocês
e em toda a harmonia, que seja agradável também
Um bom fim-de-semana, para vocês, com saúde e alegria, João.
Excluiradorei, vai para a lista de preferidos. todos juntos tornar-se-ão invencíveis, querido amigo José. que as Musas te continuem a inspirar para nosso gáudio.
ResponderExcluirbeijinhos e feliz fim-de-semana
Muito obrigado, querida amiga Ana.
ExcluirBom fim-de-semana.
Beijinhos