O Império

O Império – As teias que o Império teceu


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Quando saíram da mata e depararam com leoas e leões a banquetearem-se com uma zebra, todos ficaram arrepiados, mesmo os que já tinham visto refeições semelhantes, o facto de serem apanhados de surpresa, fez com que ficassem muito tristes, esquecendo-se de que a natureza está muito bem organizada e a cadeia alimentar não é exceção


Alguns temeram pela vida, ficaram parados, queriam voltar para dentro da mata, mas o senhor Rocha tranquilizou-os, dizendo que os leões não os atacariam, e se isso acontecesse, bastaria fazerem um pouco de lume, para que eles os deixassem em paz


Serenados os ânimos, procuraram uma picada, (caminho estreito através do mato, dicionário da  Porto Editora ) por onde pudessem regressar a casa, não havia tempo a perder, o sol não esperava, tal como eles, também se sentia cansado, mas enquanto eles tinham uma casa à sua espera, onde poderiam descansar, ele não tinha ordem de descansar, já tinha outros povos à sua espera, para os iluminar 


Foi uma jornada extenuante, mas todos diziam ter valido a pena, porque a natureza é encantadora, e temos muito a aprender com ela, de regresso a casa, tinham muito para contar


O almoço, onde tinham decidido escolher a data do casamento, correu muito bem, mas o pai da noiva disse que era melhor os noivos escolherem a data em que queriam casar


A Zulmira e o Miguel não perderam tempo, ele sugeriu-lhe que marcassem o casamento para o dia dos anos dela, que estava prestes a chegar, concordou e agradeceu-lhe ter-se lembrado do seu aniversário


Foram, juntos, à cooperativa anunciar o data do seu casamento e convidar, todos, para o mesmo, acrescentando que seria uma cerimónia simples, à qual todos teriam acesso, tivessem ou não sido convidados


O Miguel tinha pressa em ter a Zulmira a seu lado, para o ajudar a gizar o plano, que iria transformar a Colónia, como tinha prometido ao Rei


Pensava implementar um imposto, para criar uma autoridade, que ocupasse o território, que impedisse o seu desmembramento por algumas potências, que há muito o cobiçavam


Não sabia como, não havia moeda, era tudo à base te trocas de bens ou serviços. Afinal, no terreno, era tudo muito mais complicado do que imaginara, em Lisboa


Queria muito saber a opinião da Zulmira, mas não a queria ocupar com essas preocupações, antes do casamento


Já tinha sondado o seu antecessor, seu conselheiro, mas a proposta não tinha merecido a sua simpatia.


Continua


     

Comentários

  1. Grata pela partilha, José! :))
    Resto de dia Feliz!

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  2. Cá continuamos a seguir as peripécias do seu Império, José.
    Noite tranquila.

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    1. E eu fico-vos muito grato por seguirem estas teias.
      É pena que a minha idílica Angola não consiga acertar o passo com a democracia. O seu Presidente expulsou os jornalistas da RDP e RTP dos seus espaços noticiosos.
      Também vos desejo uma noite tranquila.

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  3. As teias do tempo
    Bom e belo fim de semana
    bela sexta feira e bom dia em toda a harmonia pra vocês José.

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    1. Cada vez há mais teias.
      Bom dia e bom fim-de-semana, para vocês, com saúde e alegria, João.

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  4. Com pequenos gestos, pequenos passos e muita vontade e cooperação se faz avançar uma sociedade.

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    1. " A união faz a força". Com ingovernabilidade não haverá estabilidade.

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  5. Com a boa vontade e simpatia que os protagonistas revelam, chegaremos a bom porto nesta "Utopia Angolana".
    Saúde e Paz, para todos.

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    1. Vamos ver se conseguem afugentar os que cobiçam aquela rica terra.
      Saúde e alegria.

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  6. olá querido amigo José
    vem aí uma revolução! um imposto?
    as pessoas vivem com tão pouco!
    e pago em cereais e galinhas

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    1. beijinhos e feliz fim-de-semana

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    2. Muito obrigado.
      Bom fim-de-semana, Ana.
      Beijinhos

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    3. Vamos ver se vai avante, ainda falta a opinião da Zulmira.

      Boa noite, querida amiga Ana.
      Beijinhos

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  7. A civilização burocrática a chegar.
    Bom fim de semana.

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    1. Se queremos serviços públicos, teremos de os pagar.
      Bom resto de domingo, Isabel.

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  8. Diz que os animais selvagens têm mais medo de nós que nós deles. E, realmente, o animal Homem é que tem o hábito de atacar sem ser atacado...

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    1. Nós somos os animais mais ferozes que existem, matamo-nos, como se isso fosse normal.
      Bom domingo, Inês!

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  9. Esta saga impressionou- me pela diversidade de acontecimentos.
    Gostei muito.
    Boa noite.
    Beijinhos José





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    1. Fico contente, por ter gostado.
      Boa noite e boa semana, Manu!
      Beijinhos

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