O Império
O Império – As teias que o Império teceu
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“ Em 20 de Dezembro de 1841, a Grã-Bretanha assinou um tratado com a Áustria, Prússia, Rússia e França, sobre a proibição do tráfico de escravos que estabeleceu certos princípios tais como o direito de visita recíproco e a qualificação do tráfico como crime de pirataria que Portugal sempre se recusou aceitar sem que houvesse uma convenção internacional sobre a matéria. Estas circunstâncias, juntamente com a elaboração do acordo comercial com os EUA (1840), permitiram a reabertura de negociações com o Reino Unido sobre as questões do comércio e do tráfico de escravos que levaram à assinatura do acordo de Julho de 1842.
O novo convénio incluía a cláusula da nação mais favorecida e baseava-se nos princípios da liberdade do comércio e da reciprocidade, não incluindo quaisquer privilégios especiais, a não ser a possibilidade de, no caso do regime constitucional poder ser suspenso por qualquer comoção pública, o foro especial para os cidadãos britânicos poder ser temporariamente restabelecido. No tocante à questão da escravatura, este acordo qualifica o tráfico como crime de pirataria, sendo admitido reciprocamente o direito de visita aos navios suspeitos e criando-se comissões mistas para julgar das presas feitas, razão pela qual alguns funcionários britânicos estabeleceram residência em Luanda. Por um memorando trocado entre as duas partes, ficou assente que o bill de Palmerston seria declarado nulo na data da troca de ratificação do tratado.
Em 1846 a Grã-Bretanha começa a contestar a soberania portuguesa em diversas regiões da Costa Ocidental de África, com destaque para Cabinda e Ambriz. Um dos objectivos prioritários da política britânica era garantir que a costa africana se mantivesse, tanto quanto possível, aberta ao comércio britânico.
As fontes documentais reportam acerca das diversas diligências junto das autoridades britânicas, que o Enviado português em Londres, o Conde de Lavradio, efectuou defendendo os direitos de Portugal, encontrando porém enorme resistência.
O Protocolo assinado em 1847, foi novamente prorrogado em 1850. Durante a sua vigência os navios britânicos frequentes vezes praticaram abusos que deram origem a repetidas reclamações portuguesas, mas que não foram satisfeitas.”
Entretanto, o Manuel foi substituído, saiu do palácio, ainda com quatro filhas por casar, a sua ambição era deixá-las casada, para que quando partisse, fosse mais descansado
O substituto era um homem de meia-idade, muito enérgico e ambicioso, pediu ao Manuel, para que fosse seu conselheiro, tinha sido incumbido, pelo Rei, de dar um novo rumo à Colónia, justificado pelo acordo assinado com o Reino Unido, no qual a escravatura era classificada como crime de pirataria
Assim, Angola tinha de se dedicar a outros negócios, aumentar a produção agrícola, as pescas, extração de minérios, tudo o que fosse possível, para substituir o grande negócio da escravatura, que estava prestes a ser abolida.
Continua
Que prossiga a saga...:)))abraço
ResponderExcluirGrato pela visita.
ExcluirUm abraço.
Já tinha netinhos... já não era mau de todo para o ex-governador Manuel.
ResponderExcluirQuinta-feira feliz.
Mas o que queria era ver as filhas casadas.
ExcluirFeliz resto de dia.
Belo fim de Semana e bom dia em harmonia pra vocês José
ResponderExcluirBoa noite e bom fim-de-semana, para vocês com saúde e alegria, João.
ExcluirA escravatura foi uma mancha civilizacional que em boa hora acabou. Actualmente
ResponderExcluira ilegalização da escravatura fazendo parte da História, deu lugar a outra história, legaliza-la, com honras da defesa do bem comum.
A abolição da escravatura foi uma longa luta, na qual , algumas potências tentaram obter privilégios.
ExcluirBom fim-de-semana.
apesar de ser crime, ainda hoje há escravatura.
ResponderExcluirbeijinho, querido amigo José
Estamos longe de nos olharmos como irmãos.
ExcluirBom domingo, querida amiga, Ana.
Beijinhos
É sempre estranho pensar que o comércio de pessoas era (e ainda é) tratado como um outro qualquer negócio. Na altura, com a agravante de ser executado por supostos cavalheiros...
ResponderExcluirBom fim de semana, José!
É como diz. Hoje, continuamos a ser tratados como números.
ExcluirBom resto de fim-de-semana, Inês!
Obrigada pela partilha, bom domingo.
ResponderExcluirTão bom aprender consigo. Venho o próximo episódio.
ResponderExcluirBeijinho, querido José. Boa noite e boa semana.
Todos aprendemos uns com os outros, ninguém sabe tudo.
ExcluirDesejo-lhe uma boa semana, querida amiga ROMI
As voltas que a história dá e continuará a dar enquanto houver seres humanos.
ResponderExcluirArranja lá maridos as pequenas...
Uma boa noite, José.
Já arranjei um para catrapiscar a penúltima.
ExcluirBoa semana, Isabel.