O Império
O Império - As teias que o Império teceu
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Em 1853 registam-se diversas tentativas britânicas no sentido de contestar a soberania portuguesa sobre Ambriz e levar os chefes indígenas a assinarem tratados para a abolição da escravatura (State Papers do Foreign Office, volume XLIV, com a correspondência trocada em 1853 e 1854 ). Existe correspondência do Enviado em Londres, Conde de Lavradio, entre outros, sobre esta questão o ofício reservado nº 26, datado de Londres, de 6 de Novembro de 1854 (AHD caixa nº 67, folio 173)
Em 20 de Outubro de 1854, o Conselho Ultramarino, renovou o parecer que já antes apresentara ao Governo, no sentido de se proceder, com urgência à ocupação de Ambriz. A 20 de Janeiro de 1855, foram enviadas instruções ao Governador de Angola no sentido de ocupar aquele porto. Esta iniciativa provocou protestos britânicos.
Em 1855 o Governo Geral de Angola organiza uma expedição para garantir a ocupação efectiva do Ambriz. Esta decisão foi justificada pela mudança de posição britânica quanto ao reconhecimento da soberania portuguesa sobre aquele território.
Em 8 de Setembro, o Encarregado de Negócios britânico em Lisboa, entregou uma nota ao Ministro do Ultramar, na qual não reconhecia a soberania portuguesa e por conseguinte não consentia na ocupação de Ambriz.
O Governo português, quer em notas dirigidas ao representante britânico em Lisboa, quer em notas entregues pelo Ministro português em Londres, defendeu os direitos de Portugal. O Governo britânico, apesar de ter apresentado várias reclamações, acabou por aceitar a ocupação do Ambriz.
Em 15 de Junho de 1856 o parlamento português aprovou o decreto abolindo a escravatura no distrito de Ambriz e nos territórios de Cabinda e Molembo, o que contribui para a resignação britânica sobre a titularidade de Ambriz. Porém, quando as forças militares de Luanda passaram para o Quicembo, foram obrigadas a retirar por contingentes militares ingleses e norte-americanos.
O Governo britânico continuou, porém, a contestar a posse de Cabinda e Molembo até bem mais tarde vindo a questão a ser ressuscitada durante a Conferência de Berlim e anos seguintes.
(Portal diplomático, Instituto diplomático)
O Manuel (ex-Governador de Angola) pediu para ser sócio da cooperativa, o que levou que as quatro filhas solteiras também o fizessem, todos queriam fortalecé-la, contribuindo para que conseguisse dar melhores condições de vida a todos os cooperantes
A cooperativa tornara-se numa instituição muito importante na cidade, tinha a escola do Roberto, o posto clinico da Marina, a creche, a venda de produtos alimentares aos cooperantes e ao público, e era responsável pela produção de alimentos: mandioca, milho, cana-de-açúcar, batata-doce, amendoim e, também, colheita de frutos silvestres.
Continua
Gosto de continuar a acompanhar.
ResponderExcluirMuito obrigado pela visita.
ExcluirFeliz resto de dia, Maribel!
Beijinhos
Que prossiga a saga...:)))abraço
ResponderExcluirGrato pela visita.
ExcluirUm abraço.
beijinhos, amigo José e bons sonhos
ResponderExcluirMuito obrigado, amiga Ana.
ExcluirNoite tranquila.
Beijinhos
Este passeio pela história leva-nos a perceber melhor os conflitos de hoje, com a diferença que hoje são discudtidos na hora, na praça pública, transformada em taberna antiga onde infelizmnete os políticos mais sérios e menos sérios vão beber a informação para ganhar eleições. Valha-nos alguns Robertos e Marinas atuais que ainda vão dando o corpo ao manifesto em prol do bem comum.
ResponderExcluirPode-se dizer que a história se repete. Já se sabe que é difícil aos pequenos lutarem de igual para igual com os grandes. Bem sabemos quanto tivemos de pagar aos ingleses, para mantermos a nossa independência.
ExcluirCumprimentos
Pronta para o próximo capitulo. Beijinho, querido José. Uma boa noite.
ResponderExcluirQue bom, contar com a querida amiga, para continuar a tecer estas teias.
ExcluirFeliz noite, ROMI.
Beijinhos
Olá querido amigo José!
ResponderExcluirRecordo atraves destas suas teias os jogos de poder e as suas alianças, pois esquecemos muitas vezes como diversos paises firam em tempos que nos parecem remotos parte de dinastias de espanha, como é o caso da Holanda motivo que levou a estabelecimento de alianças com a Inglaterra para se oporem a Espanha e Portugal, sendo que nos mesmos tambem fizemos parte da Espanha durante o perido Filipino (será correcta esta informação?).
Os inimigos mudam, as alianças restabelecem-se ou se alteram, mas a complexidade mantém-se, ontem como hoje e, na verdade, a plebe, o povo, os comuns, muito pouca influência tem sobre os destinos das nações.
Que continuem as teias deste seu impressionante Imperio, de vento em popa
Obrigada por mais esta partilha, querido José.
Beijinhos
A história repete-se, os grandes é que mandam, os pequenos ou juntam-se a eles ou são engolidos. Nós tivemos de pagar aos ingleses, para nos protegerem. Mas, há povos que nasceram com muito azar, todos os espezinham, e nós encolhemos os ombros.
ExcluirBoa noite, querida Mafalda.
Beijinhos
Os jogos de poder são intemporais.
ResponderExcluirUma boa noite, José.
Sem dúvida! Os que têm força fazem o que querem de quem não a tem.
ExcluirNoite tranquila, Isabel.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirDia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirFeliz dia, Zé!
Obrigada por me recordar momentos históricos.
ResponderExcluirBeijinhos João
Eu é que agradeço a leitura destas teias.
ExcluirBom fim-de-semana, Manu!
Beijinhos
Sempre foi assim e sempre será: uma mão-cheia de homens a decidir o futuro de milhões. Siga a história!
ResponderExcluirE o pior é se essa mão-cheia são todos bandidos.
ExcluirFeliz noite, Inês!
O Reino Unido sempre a tentar inferiorizar o país que andou nas descobertas.
ResponderExcluirO ex-governador com a sua participação será vantajosa para a cooperativa.
Excelente quinta-feira.
A nossa aliança com a Inglaterra, não foi mais que a compra da nossa independência, Nós caçávamos e eles comiam. Por fim, ficou-nos com "o mapa cor-de-rosa." Mal comparado é o que o Trump está a querer fazer aos ucranianos, e o Putin também vai ter o seu quinhão.
ExcluirTambém lhe desejo uma excelente quinta-feira.