O Império
O Império - As teias que o Império teceu
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A Marina e o Roberto estavam muito contentes pelo carinho com que tinham sido recebidos por todos, e que continuavam a receber todos os dias
Ela falou ao pai, no espaço, para o posto médico, estava ansiosa, queria começar a trabalhar, mas ele não se mostrou recetivo à sua proposta, disse-lhe que era melhor falar com a cunhada, para que o posto médico ficasse, também, junto da cooperativa, perto da escola
Acrescentou que o Palácio do Governo, de um dia para o outro, poderia ter um novo inquilino, porque havia muitos fidalgos, que cobiçavam o cargo de Governador de Angola, o Rei precisava do apoio deles, por isso tinha de os compensar com cargos, que gostassem de exercer
A Marina, que não contava com o não do pai, depois da explicação, achou que ele tinha razão. Mas, quando regressou a casa, o Roberto notou que ela estava muito triste, tentou saber a razão, ao que ela respondeu que tinha criado expetativas muito altas, em relação ao exercício da medicina, numa cidade onde ela não existia, o que fazia crer que não era necessária
O marido tentou animá-la, dizendo-lhe que em breve se sentiria muito útil, muito gratificada por ajudar a salvar vidas, evitar sofrimentos, ajudar nos nascimentos, que tantas mulheres matavam
Quanto ao espaço para abrir o posto médico, poderia ficar com espaço cedido para a escola, caso os cooperantes estivessem de acordo, por ser pequeno para tantos alunos, sem condições, sendo preferível dar as aulas ao ar livre, debaixo de uma frondosa árvore, localizada muito perto da cooperativa
Ficou mais animada, sabia que tinha um marido muito amigo, que a adorava, que gostava que ficasse a trabalhar perto dele, que não se importava de lhe ceder o espaço que tinham destinado para ele
Foi falar com a Leopoldina, que se mostrou radiante, confidenciou-lhe que já tinham abordado o assunto, na assembleia geral, tendo todos dito que o posto médico deveria ficar na cooperativa, era uma mais-valia para os cooperantes e para toda a cidade, desde que fosse de acesso livre
A Marina agradeceu-lhe, dizendo que estava totalmente de acordo, o que mais queria era ajudar as pessoas, evitar-lhes todos os sofrimentos, que fossem evitáveis, livrá-las das dores, contribuir para a redução da mortalidade das mulheres, no parto
Ambas ficaram muito felizes, a Marina disse que iria começar a trabalhar imediatamente, estava ansiosa por pôr em prática o que tinha aprendido, iria fazer o que soubesse com o que houvesse, como se o seu posto médico fosse um bebé, cresceria com o tempo, com a continuação da sua aprendizagem, como acontece com todas as profissões, só que a dela lidava com a vida, o que lhe exigia muita atenção e responsabilidade.
Continua
A trabalheira que deu reduzir a mortalidade infantil logo à nascença.
ResponderExcluirA maioria das vezes nem nos apercebemos das dificuldades sentidas para melhorar a qualidade de vida das pessoas.
Reduzir, não só, a mortalidade infantil, como a das mães.
ExcluirBom dia.
Tenho de apanhar o fio à meada. Fiquei muito tempo sem ler o Império.
ResponderExcluirDia feliz.
Muito obrigado, pela visita.
ExcluirFeliz resto de dia.
Que a saga prossiga...:))abraço
ResponderExcluirMuito obrigado, pela visita.
ExcluirUm abraço.
A saga segue um bom caminho...
ResponderExcluirBeijinhos!!
A educação e a saúde estão a mobilizar a cidade.
ExcluirBoa noite, Maribel!
Beijinhos
Uma Luanda idílica. :)
ResponderExcluirNoite descansada, José.
É pena as cidades acolherem tanta violência, não as podermos contemplar, a qualquer hora do dia ou da noite, sem receio de sermos molestados. Há dias voltei a ver Luanda, no programa " Portugueses pelo Mundo", está tão diferente, já passou mais de meio século.
ExcluirNoite tranquila, Isabel.
Estive lá em 2005, ainda com muitas marcas da guerra civil e com muitos forasteiros a aproveitarem as oportunidades.
ExcluirSaí de lá em finais de 1971, fiz em Angola os 24,25 e 26 anos, quando regressei a minha filha, mais velha, ia fazer 4 anos, foi muito dura a separação dela, da mãe, para não dizer de toda a família.
ExcluirPosso imaginar.
ExcluirNasci lá no final de 73. Vim em Janeiro de 75 para Portugal.
Não teve tempo para conhecer o grandioso país, que é Angola.
ExcluirFeliz noite, Isabel.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite!
Muito obrigado!
ExcluirFeliz noite, Zé!
Com esforço e dedicação a Marina conseguiu concretizar o seu sonho.
ResponderExcluirBeijinhos José
Foi a sua determinação que a ajudou a concretizá-lo.
ExcluirBeijinhos, Manu
Parabéns pela centésima publicação do Império!
ResponderExcluirFico à espera das próximas 100!
Uma boa noite
Muito obrigado. Não sei se terei estofo para tanto.
ExcluirTambém lhe desejo uma boa noite.
estou a gostar cada vez mais da tua agilidade na arte do conto, parabéns querido amigo José. beijinho e boa noite ou bom dia
ResponderExcluirComo é bom ler as tuas gentis palavras, querida amiga Ana.
ExcluirNoite tranquila.
Beijinhos
Bom e belo dia de Namorados, bom fim de Semana pra vocês
ResponderExcluirMuito obrigado, João
ExcluirBoa noite dos namorados e bom fim-de-semana, para vocês, com saúde e alegria.
Aguardando a continuação.
ResponderExcluirBeijinho, querido José. Feliz dia dos namorados.
Muito obrigado pela visita.
ExcluirFeliz noite dos namorados, querida ROMI.
Beijinhos
"... muita atenção e responsabilidade."
ResponderExcluirQue consiga operacionalizar o pretendido.
Feliz fim de semana.
Vai, com certeza, porque é uma mulher muito determinada.
ExcluirBom fim-de-semana.
E é a vida a acontecer! Pessoas com coragem precisam-se.
ResponderExcluirBom domingo.
A vida é dura, mas nós tudo fazemos para a conservar.
ExcluirBoa semana. Isabel!
Durante muito tempo a mulheres estudavam sabendo que nunca iriam exercer a profissão, mas sempre as houve que conseguiam dobrar as regras. A elas devemos as vitórias conseguidas e a coragem para continuar a lutar.
ResponderExcluirMais um excelente capítulo, José!
Para além de lhes estarem vedadas algumas profissões, só as mulheres pobres é que sempre trabalharam. Quando fui para Lisboa, em 1958, trabalhar como marçano, as freguesas, quase todas tinham criadas, de 1 a 4, conforme as possibilidades. Ficavam em casa à espera que os maridos votassem do trabalho. Agora, não só não têm criadas, como trabalham, lado a lado com os homens, valem-lhes os eletrodomésticos, que não existiam, na altura.
ExcluirBoa semana, Inês!
Verdade, José. Trabalhavam, e bem, nas profissões que lhes deixavam exercer. Tempos difíceis, para todos. Agora, os tempos permitem mais liberdade, mas a lida da casa ainda é muito da responsabilidade das mulheres. Boa semana!
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