O Império
O Império - As teias que o Império teceu
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A Marina começou a trabalhar no seu tão desejado posto médico, todos os dias apareciam pessoas a pedir ajuda, ela tentava ajudá-las com os poucos recursos que tinha
Certos tratamento exigiam uma equipa, só uma pessoa dificilmente os faria nas melhores condições, perguntou, na cooperativa, se havia alguém que a quisesse ajudar, uma jovem, que trabalhava numa das secções da cooperativa, disse que a ajudaria sempre que fosse preciso, era só chamá-la, uma vez que estavam muito pertinho uma da outra
Sempre que aparecia alguém com um braço, uma perna, um pé partido, chamava a Alicia, que parecia ter muito jeito para enfermeira, faziam uma grande equipa, quando era necessário colocar os ossos no devido lugar e ligá-los, colocava talas, se necessário. As ligaduras eram feitas de trapos velhos
Cada doente, que lhes agradecia, pela ajuda, fazia com que ficassem orgulhosas do seu trabalho, felizes com os sorrisos daqueles a quem conseguiam aliviar as dores. Mas, como não há rosas sem espinhos, quando alguém lhes morria nas mãos, toda essa felicidade e sorrisos não chegavam, para suportar a tristeza de uma morte
Sempre que tinha um pouco de tempo livre, espreitava as aulas do Roberto
Sabia como ele e o filho chegavam, todos os dias, a casa: derreados, mas muito felizes
Ficava encantada com a alegria, que todos estampavam nos rostos, quando participavam nos jogos, nas acrobacias, nas danças, levantavam uma nuvem de pó que mal se viam
Outras vezes era um silêncio ensurdecedor, com toda a atenção a ouvirem o que o Roberto lhes dizia, ou ajoelhados no terreiro a fazerem as letras, a construírem as palavras, a aprenderem as contas, a decorarem a tabuada
Notava-se, que todos os dias iam para a sua adorada escola, descontraídos, alegres, felizes, como se fossem para a brincadeira. Na verdade, mais de metade do tempo passavam-no a brincar, o que fazia com que depois estivessem muito atentos e interessados em aprender
Ficava embebecida ao ver aquele espetáculo, sem dar pelo tempo passar, como se também estivesse a participar, muitas vezes, recordando trinta por uma linha, que fazia com as suas irmãs
À tarde, uma hora ou duas antes de escurecer, iam à baía, de Luanda, tomar um banho, como estava calor, fazia com que chegassem a casa, secos, prontos para uma merecida noite de descanso.
Continua
A brincar a brincar, ando com um pé emtal estado que só mesmo quem saiba da especialidade. Será de ir a Luanda?
ResponderExcluirUm abraço caro Amigo
Recomendo-lhe a ida a Luanda, porque a rapariga é uma grande especialista em pés.
ExcluirBom dia, caro Amigo.
Um abraço.
Um retrato de uma linda família!
ResponderExcluirDia feliz José!
Uma família exemplar.
ExcluirFeliz dia, Ana!
Imagino a Baía de Luanda nesses tempos, uma beleza. Esta saga revivalista é uma ternura que não apaga e bem, o sofrimento que existia e que infelizmente, noutro nível, ainda continua nos dias de hoje.
ResponderExcluirCumprimentos
Não faço a mínima ideia de como seria a Baía de Luanda, naquela altura. Mas, concordo que seria uma beleza, principalmente, para os que conseguissem tirar dela o seu sustento.
ExcluirBoa tarde.
Cumprimentos
Que prossiga a saga..:)))abraço
ResponderExcluirGrato pela visita.
ExcluirUm abraço.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirResto de dia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirBoa tarde, Zé!
Descansaram bem, certamente. Venha o próximo episódio.
ResponderExcluirBeijinho, querido José. Uma boa noite.
Foi um merecido banho, o pó era muito e o cansaço, também.
ExcluirBoa noite, querida ROMI.
Beijinhos
Olá caríssimo amigo José!
ResponderExcluirE como é bom poder regressar à leitura das suas teias do Império e ler como as vidas se desenrolam em harmonia, apesar dos desafios e dificuldades.
Também o José através da sua escrita faz esse milagre de nos tornar mais leves os dias e será justo que fique "feliz com os sorrisos daqueles a quem consegue aliviar as dores." Muito, muito obrigada pelas suas partilhas.
E que a saga continue, até ao próximo episódio.
Tudo a correr bem consigo e com os seus, José.
Beijinhos
Olá, Mafalda, caríssima amiga!
ExcluirNão sei como agradecer as encorajadoras palavras vindas, ainda por cima, de uma grande poetisa.
Também desejo tudo de bom, para si e para os seus, Mafalda.
Beijinhos.
Tudo se conjuga José.
ResponderExcluirBela sexta feira em harmonia, e fim de Semana de Carnaval.
Bom dia também pra vocês
Bom dia, João
ExcluirBom fim-de-semana e bom Entrudo para vocês com saúde e alegria.
Mais um belo registo que gostei de ler
ResponderExcluirCumprimentos poéticos
Muito obrigado pela visita.
ExcluirCumprimentos.
boa noite, querido amigo José.
ResponderExcluirsenti-me a serenar nas suas palavras. obrigada!
magnífico capítulo.
beijinho e feliz fim-de-semana
Boa noite, querida amiga Ana.
ExcluirMuito obrigado pelas encorajadoras palavras.
Beijinhos
Altruísmo, tão bonito e em falta na sociedade atual.
ResponderExcluirBom fim de semana.
Beijinhos
Na sociedade atual parece só haver egoísmo e maldade.
ExcluirBoa noite, Maribel!
Beijinhos
"...iam à baía, de Luanda, tomar um banho..."
ResponderExcluirRetemperavam forças para dia seguinte.
Saúde, Paz, Poesia e Alegria!
Ainda não havia água canalizada, nem casas de banho.
ExcluirSaúde e alegria!
Se ser médico nos tempos modernos também tem os seus momentos duros, então, naquela altura, saber que não tinham os meios para ajudar os seus pacientes com situações mais graves devia ser uma constante e um peso enorme a carregar. Mais um grande capítulo desta sua/nossa história. Boa noite, José!
ResponderExcluirPara além das dificuldades de meios, tinha de concorrer com os curandeiros, que tinham uma grande influência, naqueles tempos.
ExcluirBoa noite, Inês!
Verdade! É difícil de aceitar mas é uma realidade - ainda nos dias de hoje, em certas regiões.
ExcluirSão imagens muito bonitas.
ResponderExcluirPara que nos inspirem.
ExcluirBoa semana, Isabel.
Que bom que tudo está a correr bem para a Marina está a correr bem.
ResponderExcluirUm passeio ao entardecer à baía de Luando deve ser muito bom.
Gostei de mais este episódio.
Beijinhos José
Fico contente por continuar a gostar destas teias.
ExcluirBoa noite, Manu!
Beijinhos