O Império
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Os primeiros dias da viagem foram muito calmos, com ventos de feição, as naus navegavam a bom ritmo, os marinheiros estavam muito contentes, era preciso aproveitar as boas condições de navegabilidade, para tentar fazer a viagem, no mais curto espaço de tempo, que nunca seriam menos de 15 ou 16 meses, dependendo de muitos fatores: ventos, estragos nos mastros e velas, reabastecimentos, carregamento das especiarias …….
A primeira viagem de Vasco da Gama demorou dois anos, nas seguintes foram encurtando o tempo por já conhecerem o caminho e saberem como contornar algumas adversidades
O Afonso estava a portar-se muito bem, sem deixar de estar, sempre, a dizer que nunca mais chegavam, perguntando quando é que a água acabava, não se esquecia da Anastácia e do Elisiário, nunca mais queria andar de barco
Os pais bem tentavam distrai-lo, contando-lhe histórias, falando-lhe de África, dos grandes animais selvagens, que ele teria oportunidade de ver, coisa que não podia fazer, na Europa, porque já tinham desaparecido desse continente
Depois de passarem um mês de calmaria, ao passarem na direção das Ilhas de Cabo Verde, enfrentaram uma grande tempestade, que parecia querer engolir os barcos, rasgando-lhes as velas e rachando um mastro
Todos temeram pela vida, até os marinheiros, que já tinham feito a viagem à Índia, diziam que nunca tinham visto uma coisa assim, o que fez com que tivessem de se dirigir para Cabo Verde, o que não estava previsto
Era preciso reparar as velas e o mastro, aproveitaram, também, para reabastecer os navios
Foram quinze dias de atraso, numa viagem, que nunca mais tinha fim
O Afonso pensava que já tinham chegado a Luanda, já perguntava onde estavam os avós
Os pais tiveram de lhe explicar o que se tinha passado, dizendo-lhe que tiveram de aportar na cidade da Praia, em Cabo verde, para reparar, nos barcos, o que o vento e as ondas tinham partido
Depois da escala forçada, fizeram-se de novo ao mar, deixaram as Ilhas de Cabo Verde, voltaram a navegar junto à costa Africana, utilizando a rota já conhecida, marcada por pontos de referência, para que não se perdessem
Voltaram a enfrentar tempestades, mas nenhuma como a que os fez aportar na cidade da Praia
Três meses e pouco de terem deixado Lisboa, avistaram Luanda, o sol estava quase a pôr-se.
Continua
Quem se atreveria nessa época afirmar que os barcos deixariam de transportar pessoas de um lado para o outro, fazendo-o apenas para passarem férias com todo o conforto?
ResponderExcluirA Baía de Luanda, que conheço, deve ser coisa linda de se ver na chegada de barco.
Felizmente, a evolução tem sido tanta, que já nos podemos dar ao luxo de passear no espaço.
ExcluirA chegada de barco a Luanda ou a Lisboa são lindas, ainda mais, se tivermos de ficar ao largo durante a noite, como me aconteceu, em 1971, quando regressei de Angola, Ver o amanhecer e a cidade a ser beijada pelo sol é um bonito espetáculo.
Cumprimentos
Que a saga prossiga...:)))abraço
ResponderExcluirMuito obrigado pela visita.
ExcluirUm abraço.
Bem contada a viagem destes personagens. Gostei. Aguardamos a chegada a Luanda.
ResponderExcluirFelizmente(?!?!) não conheço essas regiões africanas. (Felizmente, porque, se tivesse conhecido, teria sido devido a ser mobilizado para a guerra, como foi o José. Deu-se o 25 de Abril e tudo mudou!)
Infelizmente, talvez(?!), porque dizem serem regiões muito bonitas.
Já não faço conta de conhecer, pois não quero fazer viagens grandes de barco - bastam-me os cacilheiros!
Aguardamos a descrição do José, que coloca nas suas narrativas, as suas experiências de vida, nomeadamente de quando andou lá pelas Áfricas! Esperamos a descrição da chegada à baía de Luanda!
Acompanhando também o enquadramento histórico.
Gostamos de acompanhar, aguardamos o desenvolvimento.
Saúde e Paz!
Foram tempos horríveis, ninguém espere nada de bom das guerras, mesmo que alguns tenham algum benefício, nunca compensará as mortes, os estropiados, as destruições, tudo de horrível, que, infelizmente, todos os dias vemos.
ExcluirSaúde e alegria!
Olá José!
ResponderExcluirA viagem ganha vida, entre a calma inicial e os desafios impostos pelo mar.
Sentimos a impaciência do pequeno Afonso e a tensão da escala forçada em Cabo Verde (curioso como nos idos do século passado também eu fiz uma escala forçada em Cabo Verde por suspeita de engenho explosivo a bordo!).
Momentos em que é necessária muita coragem, quando a determinação da tripulação é fundamental para que tudo corra da melhor forma possível.
Aguardo com curiosidade os próximos capítulos desta travessia.
Um resto de dia bom, caro José!
Beijinhos
Olá Mafalda!
ExcluirEscalas por danos provocados por elementos naturais sempre aconteceram, por suspeita de engenho explosivo a bordo devem provocar muito medo e ansiedade, porque não sabemos quando podem acontecer as explosões.
Resto de dia tranquilo, cara Mafalda!
Beijinhos
Obrigada pela partilha
ResponderExcluirMuito obrigado!
ExcluirNoite tranquila, Di!
Beijinhos
muito bom! o suspense! adorei as voltas que deste para nos deixares na expectativa. obrigada por continuares a história. beijinho e boa noite, querido amigo José
ResponderExcluirMuito obrigado!
ExcluirNoite tranquila, querida amiga Ana!
Beijinhos.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite!
Muito obrigado!
ExcluirBoa noite, Zé!
Por momentos temi por eles. Mas tudo está bem quando acaba bem.
ResponderExcluirBoa noite, querido José. Beijinho.
Foi um grande susto, mas não passou disso. Em breve estarão noutro continente, felizes e contentes.
ExcluirNoite tranquila, querida ROMI.
Beijinhos
Ventos de feição José
ResponderExcluirFim de Semana à vista, bela sexta feira em harmonia
e fim de Semana à maneira.
Os ventos de feição são sempre bons, em qualquer ocasião.
ExcluirBom dia e bom fim-de-semana para vocês, João.
Já merecia a compilação em livro.
ResponderExcluirEspero pela continuação deste belo enredo.
Tudo de bom, José.
Bjs
Muito obrigado pelas encorajadoras palavras.
ExcluirTambém lhe desejo tudo de bom, Olga.
Boa semana e beijinhos
Inicialmente pensei que tudo ia correr bem, mas a tempestade em Cabo Verde assustou- me.
ResponderExcluirEspero que o próximo episódio corra bem.
Beijinhos José
Vai correr tudo bem.
ExcluirBoa noite, Manu!
Beijinhos