Quingentésimo (336)
79.
Cantiga
a üa Dama mal empregada
MOTO SEU:
Minina, não sei dizer,
vendo vos tão acabada,
quão triste estou por vos ver
fermosa e mal empregada.
VOLTAS
Quem tão mal vos empregou,
pouco de mi se doía,
pois não viu quanto me ia
em tirar-me o que tirou.
Obriga o primor que tem
lindeza tão extremada
Que diga quantos a vêm:
- Fermosa e mal empregada!
Tomaste da formusura
quanto dela desejastes,
e com ela me guardastes
para tão triste ventura.
Matáveis sendo solteira,
matais agora em casada;
matais de toda a maneira;
Fermosa e mal empregada!
Ainda estou a tentar entender a estrura métrica das voltas, caro Amigo. É um bonito poema.
ResponderExcluirUm bom domingo. Um abraço
Matava " de toda a maneira"....
ExcluirBom domingo, caro Amigo.
Um abraço.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite e Boa semana!
Muito obrigado!
ExcluirNoite tranquila e boa semana, Zé!