Quingentésimo (328)
Cantiga
ao mesmo moto
a esta cantiga alheia:
Na fonte está Leanor
lavando a talha e chorando,
as amigas perguntando:
vistes lá o meu amor?
VOLTAS
Posto o pensamento nele,
porque a tudo o Amor a obriga,
cantava, mas a cantiga
eram suspiros por ele.
Nisto estava Leanor
o seu desejo enganando,
às amigas perguntando:
vistes lá o meu amor?
O rosto sobre üa mão,
os olhos no chão pregados,
que, do chorar já cansados,
algum descanso lhe dão.
Desta sorte Leanor
suspende de quando em quando
sua dor; e, em si tornando,
mais pesada sente a dor.
Não deita dos olhos água,
que não quer que a dor se abrande
Amor, porque em mágoa grande
seca as lágrimas a mágoa.
Que, despois de seu amor
soube novas, perguntando,
d'emproviso a vi chorando.
Olhai que extremos de dor!
A famosa Lianor!
ResponderExcluirUm bom fim de semana caro Amigo. Um abraço
A Lianor e o Amor!
ExcluirTambém lhe desejo um bom fim-de-semana, caro Amigo.
Um abraço.
O Amor dá cabo da Leonor! ("Leonor, Leonoreta, vai à fonte de lambreta, lembrando-se do seu amor, chorando na sua dor!")
ResponderExcluirFeliz Domingo e boa noite.
Bom dia!
ExcluirO Amor é o grande motor da Humanidade.
Feliz domingo.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite e Boa semana!
Muito obrigado!
ExcluirBoa noite e boa semana, Zé!