Quingentésimo ano (279)
105.
Cantiga
a este moto:
Quem ora soubesse
onde o Amor nasce,
que o semeasse
VOLTAS
D'amor e seus danos
me fiz lavrador;
semeava amor
e colhia enganos;
não vi, em meus anos,
homem que apanhasse
o que semeasse.
Vi terra florida
de lindos abrolhos,
lindos para os olhos,
duros para a vida;
mas a rês perdida
que tal erva pace
em forte hora nace.
Com quanto perdi,
trabalhava em vão;
se semeei grão,
grande dor colhi.
Amor nunca vi
que muito durasse,
que não magoasse.
Obrigada pela partilha
ResponderExcluirGrato pela visita!
ExcluirBom fim-de-semana, Di!
Beijinhos
É dificil este género poetico.
ResponderExcluirUm abraço caro Amigo. Bom fim de semana
De acordo, caro Amigo.
ExcluirTambém lhe desejo um bom fim-de-semana.
Um abraço.
Muito obrigado por nos trazer Camões, num registo formal diferente.
ResponderExcluirMote, de 3 versos e Voltas ou Glosa, num total de 21 versos, mas que devem corresponder a 3 conjuntos / estrofes de 7 versos (Sétimas).
A rima dos dois últimos versos do mote: ... nasce ... semeasse - repete-se nos dois últimos versos de cada uma das três sétimas (estrofes de 7 versos):
... apanhasse ...semeasse / ...pace ... nace / ...durasse ... magoasse.
Versos de 5 sílabas cada um.
O Amor é quase sempre o tema dominante dos Poetas desta época renascentista. (É o motor fundamental da Vida Humana.)
Obrigado por nos lembrar Camões.
Feliz fim de semana, com Poesia.
Muito obrigado pelos seus esclarecimentos, ajudando-me a perceber as regras da redondilha.
ExcluirBom domingo com saúde e alegria.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite e Boa semana!
Muito obrigado!
ExcluirFeliz dia, Zé!