O Império

O Império  -  As teias que o Império teceu


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Ela não aceitou, dizendo que o trabalho não era demasiado, e o que pedia, era que se licenciassem e aplicassem a sua sabedoria e tenacidade no desenvolvimento da terra deles, no sentido de melhorar a vida dos seus povos


O Roberto agradeceu-lhe muito, a Marina também, e ambos prometeram tudo fazerem, para cumprirem o seu pedido


Ficaram mais tranquilos, deixaram de se culpabilizar pelo muito trabalho da Anastácia, sentiram que ela os ajudava por amor e que isso a fazia feliz


Viam que ela transpirava de felicidade por tomar conta do Afonso, fazer o jantar, para todos, tomar o pequeno-almoço com eles e o Elisiário, que viera completar o seu sonho: ter uma família, uma casa viva, cheia, sentir-se útil e muito amada, por todos, sem esquecer o Afonso, que cada vez que lhe chamava avó a floria de alegria, bem como ao Elisiário, a quem chamava avô


Dias de muito trabalho e também de muita felicidade, para todos, dava gosto ver como aquelas pessoas se amavam e se ajudavam, pareciam uma orquestra, bem afinada, em que cada um fazia o que houvesse, para fazer, sabendo que quanto mais depressa arrumassem a casa, mais tempo teriam para jogarem uma partida de cartas ou outras atividades, para descontraírem do longo e duro dia de trabalho


Precisamos de férias, de fins-de-semana, nem que sejam pequenos momentos, todos os dias, de descontração, que nos ajudem na arte de viver


 Em 1891, Gungunhana assinou com Cecil Rhodes um acordo relativo a direitos sobre a exploração de minério nas suas terras, a favor da Companhia Britânica Sul-Africana, a troco dum pagamento anual de cerca de 500 libras. Tornava-se claro para os portugueses que só uma acção militar poderia forçar o estabelecimento da autoridade colonial na região. Esta acção, conhecida na altura como "Campanha de Pacificação", foi despoletada pela recusa de Mahazula Magaia, um chefe tradicional da região de Marracuene, em aceitar a decisão do Comissário Residente sobre uma disputa de terras. A questão chegou a vias de facto, quando a guarnição militar portuguesa foi forçada a fugir para Lourenço Marques, perseguida pelos exércitos de Magaia, Zihlahla e Moamba, que cercaram a cidade entre Outubro e Novembro de 1894.


António Enes organizou as suas tropas e, no dia 2 de Fevereiro de 1895, perseguiu e derrotou (embora com dificuldade e pesadas baixas) os atacantes em Marracuene. Este dia continua a ser celebrado naquela vila com uma cerimónia chamada "Gwaza Muthine". Os chefes rebeldes refugiaram-se em Gaza, sob a protecção de Gungunhana. Depois de várias tentativas de negociações com o rei de Gaza, pedindo a extradição daqueles chefes, os portugueses resolveram atacar de novo. A 8 de Setembro, travou-se a batalha de Magul, onde se encontrava Zihlahla e, a 7 de Novembro, uma outra coluna proveniente de Inhambane defrontou-se com o exército de Gungunhana em Coolela, perto da sua capital. Em Dezembro, Mouzinho de Albuquerque cercou Chaimite e prendeu o imperador, que ali se tinha refugiado, mandando-o depois para os Açores, onde veio a morrer.


Continua


 


 

Comentários

  1. E assim a longa caminhada do tempo José
    Bom dia em harmonia pra vocês
    que a festa por aqui foi animada

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    1. Foram longos os séculos do Império.
      Bom resto de dia para vocês com saúde e alegria, para saborearem a festa animada, João.

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  2. bom dia, querido amigo.
    é tão bom escrever/ler histórias felizes em vez de só nos focarmos no que se passa no mundo. obrigada por manteres a chama da alegria acesa.
    beijo enorme e feliz dia

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    1. Muito obrigado, pelas encorajadoras palavras, querida Ana.
      Também te desejo um dia muito feliz.
      Beijinhos.

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  3. As guerras e as contendas, perduram no tempo e mais cedo ou mais tarde, infelizmente, voltam como vingança ou pelos mesmo motivos e desgraçam a felicidade que entretanto se foi construindo com todo o esforço.

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    1. Com tantas calamidades, que não conseguimos evitar, bem podíamos dispensar as guerras, que tanta destruição, dores e mortes causam.

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  4. Muito obrigado pela visita.

    Boa noite, Di!!
    Beijinhos

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  5. Grata pela partilha, José! :))
    Boa noite!

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  6. Na escola primária falava-se muito nesse tal de gungunhana!
    Mas, José, gostva de saber quando e em que província estavam os nossos Roberto, marina, Anastácia. Estou um bocado baralhado! Obrigado saúde e paz.

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    1. Os nossos estudantes e a sua protetora estavam em Coimbra, não se sabe bem a data, mas não muito longe de 1700. Estas teias não se regem por nenhum rigor histórico, nem os factos históricos, que são copiados da Internet, que consente tudo o que lá quiserem publicar.
      Grato pela sua observação e atenção.
      Boa noite com saúde e alegria.

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  7. É bom saber noticias da "nossa" família!
    Quanto ao resto, por muitos anos que passem, existirão sempre os senhores da guerra.
    Um dia feliz, José.

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    1. Passam os séculos, os anos e as guerras nunca acabam.
      Também te desejo um dia feliz e um bom fim-de-semana, Isabel.

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  8. Diz que é preciso uma aldeia para criar uma criança e é verdade que precisamos de todos à nossa volta para o fazer.

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    1. Sem dúvida! Precisam de cuidados todo o dia.
      Bom fim-de-semana, Inês!

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