Quingentésimo ano (270)
Mote
Descalça vai pela neve:
Assim faz quem Amor serve.
Voltas
Os privilégios que os reis
Não podem dar, pode Amor,
Que faz qualquer amador
Livre das humanas leis.
Mortes e guerras cruéis,
Ferro, frio, fogo e neve,
Tudo sofre quem o serve.
Moça fermosa despreza
Todo o frio e toda a dor.
Olhai quanto pode Amor
Mais que a própria natureza:
Medo nem delicadeza
lhe impede que passe a neve.
Assi faz quem Amor serve.
Por mais trabalhos que leve,
A tudo se ofereceria;
Passa pela neve fria
Mais alva que a própria neve;
Com todo o frio se atreve...
Vede em que fogo ferve
O triste que o Amor serve.
Obrigada pela partilha!
ResponderExcluirFeliz dia, José!
Muito obrigado!
ExcluirTambém lhe desejo um feliz dia, Ana!
Tão bonito.
ResponderExcluirUm dia bom, José.
De acordo.
ExcluirBom dia, Isabel
"...Mais alva que a própria neve..."
ResponderExcluirLindo!
Viva Camões e sua Poesia!
" quanto pode Amor
ExcluirMais que a própria natureza:"
Muito bonito!
Feliz resto de dia.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite!
Muito obrigado!
ExcluirBoa noite, Zé!