Quingentésimo ano (269)

Mote alheio
Menina dos olhos verdes,
Porque me não vedes?
Voltas
Eles verdes são,
E têm por usança
Na cor, esperança
E nas obras, não.
Vossa condição
Não é de olhos verdes,
Porque me não vedes.
Isenções a molhos
Que eles dizem terdes,
Não são de olhos verdes,
Nem de verdes olhos.
Sirvo de giolhos,
E vós não me credes
Porque me não vedes.
Havia de ser,
Por que possa vê-los,
Que uns olhos tão belos.


 

Comentários

  1. De que lhe valiam os verdes olhos, se o não viam, nem esperança lhe davam??!!
    Feliz dia com poesia!

    ResponderExcluir
  2. Grata pela partilha, José! :))
    Boa noite!

    ResponderExcluir
  3. O nosso Luis sempre
    Belo dia pra vocês José.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ao nosso Luís, meninas de olhos bonitos não lhe escapavam.

      Bom dia para vocês com saúde e alegria, João.

      Excluir
  4. Poema deslumbrante, direi mesmo, brilhante. Gostei muito. Parabéns pela inspiração poética.

    Cumprimentos poéticos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Infelizmente, o poema não é meu, é de Luís Vaz de Camões.

      No quingentésimo ano do seu nascimento, decidi publicar, todos os dias , um texto dele.
      Hoje, dia 271 deste ano, publiquei mais um.

      Bom fim-de-semana.
      Cumprimentos

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Lua Cheia

A candeia!