Quingentésimo ano (268)
Mote
Descalça vai pera a fonte
Lianor pela verdura;
Vai fermosa e não segura.
Voltas
Leva na cabeça o pote,
O testo nas mãos de prata,
Cinta de fina escarlata,
Sainho de chamelote;
Traz a vasquinha de cote,
Mais branca que a neve pura;
Vai fermosa e não segura.
Descobre a touca a garganta,
Cabelos de ouro o trançado,
Fita de cor de encarnado…
Tão linda que o mundo espanta.
Chove nela graça tanta,
Que dá graça à fermosura;
Vai fermosa e não segura.
Belezas do nosso Luis
ResponderExcluirBela terça feira em harmonia
e um bom e belo dia pra vocês José.
Algumas mulheres tornaram-se inesquecíveis, graças ao grande Camões.
ExcluirBom outono para vocês, com saúde e alegria, João.
Talvez a mais famosa Leonor no mundo!
ResponderExcluirUm bom dia e um abraço caro Amigo
Algumas mulheres tornaram-se famosas, graças ao grande Camões.
ExcluirBom outono, caro Amigo.
Um abraço.
Uma "fermosa Lianor" que tantos conhecemos...
ResponderExcluirDia feliz, José!
A formosa Leonor "descalça e não segura" é muito conhecida e cantada por muitos.
ExcluirTambém lhe desejo um dia feliz, Ana!
Um dos mais conhecidos versos de Camões.
ResponderExcluirA que fontes e verduras vai a Leonor calçada e de bólide dos nossos dias?
Ao Centro Comercial buscar um garrafão de água Luso?
Boa tarde, José.
Secaram as fontes e a verdura, e nem por isso a Leonor ficou mais segura. Porém, continua com a mesma formusura.
ExcluirBoa tarde, Isabel!
Bem caçado. :)
ExcluirObrigada pela partilha
ResponderExcluirMuito obrigado!
ExcluirBoa tarde, Di!
Beijinhos
"...Fita de cor de encarnado…"
ResponderExcluirFicava-lhe a matar, no cabelo loiro!
É muito agradável ler / reler Camões. Continue, SFF!
Uma excelente descrição da formosa Leonor.
ExcluirGrata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite!
Muito obrigado!
ExcluirNoite tranquila, Zé!