Quingentésimo ano (245)
Ditosa penna, como a mão que a guia
Com tantas perfeições da subtil arte,
Que quando com razão venho a louvar-te,
Em teus louvores perco a phantasia.
Porém Amor, que effeitos varios cria,
De ti cantar me manda em toda parte,
Não em plectro belligero de Marte,
Mas em suave e branda melodia.
Teu nome, Emmanuel, de hum n'outro pólo,
Voando se levanta e te pregoa,
Agora que ninguem te levantava.
E porque immortal sejas, eis Apolo
Te offerece de flores a coroa,
Que ja de longo tempo te guardava.
Luís de Camões
Nota
ResponderExcluir" Dizem ser este soneto consagrado às habilidades do calígrafo Mnuel Barata. Não será antes aquele Emamuel referência a D. Manuel de Portugal, poeta distinto e amigo pessoal de Camões? Os ditirambos deste soneto mal se compreendem aplicados a um calígrafo,
Marte - Deus pagão. Filho de Júpiter e de Juno, era o deus da guerra." (Joaquim Ferreira)
Emanuel=o que há de vir.
ExcluirUm bom domingo caro Amigo.
Um abraço
É difícil adivinhar o que o Poeta queria dizer.
ExcluirBom setembro, caro Amigo.
Um abraço.
Muito bom, José
ResponderExcluirBeijinhos
Feliz Domingo
Muito obrigado.
ExcluirBoa semana, Luísa!
Beijinhos
Obrigada pela partilha José!
ResponderExcluirJá tinha saudades de passar por aqui!
Muito obrigado!
ExcluirBoa semana, Ana!
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite e Boa semana!
Muito obrigado!
ExcluirNoite tranquila, Zé!
Bela segunda feira em harmonia, e bom dia.
ResponderExcluirBoa Semana pra vocês.
Bom dia e boa semana, João.
ExcluirUm bom setembro para vocês, com saúde e alegria.