Quingentésimo ano (242)
De tão divino accento em voz humana,
De elegancias que são tão peregrinas,
Sei bem que minhas obras não são dinas;
Que o rudo engenho meu me desengana.
Porém da vossa penna illustre mana
Licor que vence as águas Caballinas;
E comvosco do Tejo as flores finas
Farão inveja á cópia Mantuana.
E pois, a vós de si não sendo avaras,
As filhas de Mnemosine formosa
Partes dadas vos tẽe ao mundo claras;
A minha Musa, e a vossa tão famosa,
Ambas se podem nelle chamar raras,
A vossa de alta, a minha de invejosa.
Luís de Camões
" Escreveu Camões este soneto para responder a um outro que lhe dirigiu o fidalgo João Lopes Leitão, seu amigo, a quem nos referimos ao anotar o soneto 174. ( publicado com o nº 214)
ResponderExcluirÁguas Cabalinas - Refere-se aqui às águas da fonte Hipocrene, escavada pela patado pégaso, cavalo de Apolo.
Cópia Mantuana - Abundância de inspiração lírica de Vergilio, o maior poeta latino, natural de Mântua.
Mnemósine - Mãe das Musas, que inspiravam a poesia e a música." (Joaquim Ferreira)
Muito lindo, José
ResponderExcluirBeijinhos
Resto de Dia Feliz
Muito obrigado!
ExcluirResto de feliz dia, Luísa!
Beijinhos
Obrigada pela partilha
ResponderExcluirGrato pela visita.
ExcluirGrata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite!
Muito obrigado!
ExcluirNoite tranquila, Zé!
Coisas da Comunicação da Época
ResponderExcluirBom fim de Semana pra vocês José.
Musas desavindas.
ExcluirBom fim-de-semana para vocês, João.