Quingentésimo ano (241)
Como quando do mar tempestuoso
O marinheiro todo trabalhado,
De hum naufragio cruel sahindo a nado,
Só de ouvir fallar nelle está medroso:
Firme jura que o vê-lo bonançoso
Do seu lar o não tire socegado;
Mas esquecido ja do horror passado,
Delle a fiar se torna cobiçoso:
Assi, Senhora, eu que da tormenta
De vossa vista fujo, por salvar-me,
Jurando de não mais em outra ver-me;
Com a alma que de vós nunca se ausenta,
Me tórno, por cobiça de ganhar-me,
Onde estive tão perto de perder-me.
Luís de Camões
Cada tormenta de amor é como um naufrágio.
ResponderExcluirBom dia, José.
Foi de tal maneira, que não se quer ver noutra.
ExcluirBoa tarde, Isabel.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirResto de dia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirBoa noite, Zé!
Tormentas assim escritas tornam-se belas poesias...
ResponderExcluirBeijinhos
Camões deixou-nos bons sonetos.
ExcluirNoite tranquila, Maribel!
Beijinhos
Boa quinta feira em harmonia
ResponderExcluire fantasia de verão. Bom dia pra vocês José
Uma boa quinta feira, também, para vocês com saúde e alegria, João.
ExcluirUm poema perfeito, José
ResponderExcluirBeijinhos
Resto de Dia Feliz
Muito obrigado!
ExcluirResto de dia tranquilo, Luísa!
Beijinhos